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Aquário utiliza crowdfunding para alimentar medusas
Um aquário na província de Yamagata iniciou uma campanha de crowdfunding para alimentar a sua mundialmente conhecida coleção de medusas, enquanto luta por se manter à tona no meio desta pandemia.
O Aquário Kamo, na cidade de Tsuruoka, Japão, costuma atrair cerca de 500.000 visitantes por ano mas, devido à pandemia, o número de visitantes caiu para menos de metade.
O declínio acentuado deixou o aquário com escassez de fundos para comprar artémias, um tipo de plâncton que serve como fonte de alimento para a sua coleção de cerca de 60 espécies de medusas.
Em 21 de janeiro, o aquário lançou uma campanha na principal plataforma de crowdfunding japonesa para angariar 5 000 000 ¥ (47 600 $), o custo de alimentar as medusas durante um ano. Até à data, já angariou mais de 5 000 000 ¥.
Os apoiantes podem fazer doações a partir de 3000¥, recebendo em troca entradas no aquário e merchandising original.

Esta pode ser a solução para colmatar muitos dos problemas que vivemos atualmente. De Museus a Salas de Espetáculos, Teatros ou Cinemas, ou até mesmo Aquários e Jardins Zoológicos, todos somam despesas continuas unicamente suportadas por uma igual entrada de visitantes. E é aqui que tu podes entrar!
Pensa bem, olha ao redor, quem podes ajudar? Entra em contacto, e desenha uma estratégia. A estratégia deste aquário pode ser aplicada cá também!
Envia-nos o que tiveres e nós ajudamos-te a criar a melhor campanha possível. Juntos vamos sair desta crise!
Armindo Neves, o veterano motociclista multicampeão nº 123
Empresário e radialista, pilotou motos, mas também fez ralis de quatro rodas. As suas façanhas não se limitaram às duas rodas e vinha somando participações e vitórias nas pistas nacionais e internacionais desde 1989.
Armindo Neves nasceu em Avis, Portalegre, mas viveu toda a sua vida em Santiago do Cacém distrito de Setúbal. Em 2010, disputou o Rally de Portugal do Campeonato do Mundo de Ralis ao lado de Filipe Serra. Em 2019 venceu o Troféu Nacional de Veteranos no Campeonato Nacional de Todo-o-terreno. Armindo Neves também competiu em carros de rali, embora 2022 tenha marcado a sua primeira participação.
As fórmula 1 apostas online para o vencedor do Rally de Portugal, Africa Eco Race e Dakar são inúmeras e os prognósticos centram-se sobretudo no vencedor de cada etapa, estas podem ser efetuadas também através de dispositivos móveis e potenciados com a utilização de bónus diversos.

Apaixonado pelas fortes emoções do deporto motorizado
Como muitos pilotos de rali, o número 123, sonhou em completar o percurso Dakar na sua moto SWM RS 500, adaptada para o árduo terreno do Africa Eco Race, mas circunstâncias infelizes levaram esse sonho a um fim prematuro. Apesar da quase obsessão pela adrenalina o piloto tinha as suas prioridades bem definidas. Para ele, na vida, “O mais importante é sem dúvida a Família, os amigos e todas as relações que vamos construindo ao longo da nossa vida. No final isso é o que verdadeiramente conta. E quem ainda não descobriu isso, anda desatento”, segundo uma entrevista em 2020.
Mas, a 19 de outubro de 2022, ao quilómetro 443 da prova Bousaid-Tagounite, o motociclista português Armindo CARREIRAS NEVES sofreu uma violenta queda já no final da etapa em Bousaid, na Túnisia, naquela que é considerada a mais importante prova todo-o-terreno, prova esta que ocorre também em Marrocos, Senegal e Mauritânia de 18 a 30 de outubro. O piloto alentejano cumpria o sonho de participar na maior prova de Todo-o-Terreno, mas acabou por não chegar ao Lago Rosa no Dakar como tanto ambicionava.
Embora rapidamente acompanhado e socorrido por dois médicos de helicóptero e um médico de carro na pista, o motociclista português não conseguiu ser reanimado.
Participação na AFRICA ECO RACE
Com 52 anos, este experiente piloto participou pela primeira vez do AFRICA ECO RACE na sua mota SWM RS 500 em alternativa ao Rali Lisboa-Dakar que abandonou África devido a ameaças terroristas que passou a realizar-se na América do Sul. Segundo o piloto o seu sonho era participar nesta competição e chegar ao fim da prova. Lamentavelmente, o momento de maior ambição desportiva do piloto acabou por lhe ceifar a vida.
Inscreveu-se para o desafio desportivo África Eco Race ainda no ano de 2019, consciente que este seria o maior desafio da sua carreira. Durante a pandemia tudo foi adiado. Neves preparava-se há 3 anos para a dura prova, uma das mais representativas competições Todo-o-Terreno. O treino para este desafio terá sido muito refletido, criterioso e exigente. A preparação física era diária por forma a garantir a melhor condição possível do piloto alentejano.

De acordo com o comunicado do piloto: “É a maior jornada de todas aquelas em que apostei. Sempre fui um homem de projetos, de convicções, mas este é um bem pesado. Percebi isso depois de me ter inscrito e de ter de conciliar este difícil projeto com a minha atividade profissional. Mas, a pouco e pouco tenho conseguido levar tudo a bom termo, com a ajuda de amigos e de parceiros de longa data. A preparação aqui é muito a nível mental. Tenho de me levantar às 6h30 da manhã para poder fazer entre uma a duas horas de BTT. Chego a casa e tenho de me preparar para, às 9h30, estar a desenvolver a minha atividade profissional. É assim há pelo menos dois meses ininterruptamente. Nestes dois meses já perdi 7 quilos. Tenho noção que, por muita preparação que faça, será sempre pouco, mas sinto-me bem e motivado para o que me espera. O meu plano vai ser gerir com calma e tranquilidade dia a dia, para tentar chegar no final de cada etapa ao bivouac da melhor forma possível e sem registos de problemas de maior, para poder arrancar no dia seguinte”.
Do principado do Mónaco ao Senegal
A 14.ª edição do Africa Eco Race tinha 12 etapas e um dia de descanso. Nos dias 14 e 15, no Mónaco, aconteciam as verificações técnicas e administrativas. O dia 15 dava-se a cerimónia oficial de partida, no dia 16, a caravana cruzava o mar mediterrâneo e desembarcavam em Nador.
Depois de realizadas as primeiras cinco etapas em Marrocos, os pilotos usufruíam de dia de descanso, antes de se defrontarem nas pistas e areias do deserto do Sahara mauritano. Foram sete etapas a disputar na Mauritânia e no Senegal, até à chegada ao Lac Rose, em Dakar. Este evento desportivo, muito badalado nas apostas online é também sobre sustentabilidade ambiental, recorrendo a energias alternativas, financia projetos sustentáveis, como a plantação de árvores na Mauritânia ou a criação de umA central solar.
Prepara-te bem para a tua campanha

No saber é que está o ganho
Antes de lançares uma campanha de crowdfunding, é essencial recolheres alguma informação primeiro. Isto vai ajudar-te a planear bem a campanha, e vai-te dar tempo para corrigir as pequenas falhas que certamente te estão a escapar. Mas quando se trata de receber comentários e opiniões, o melhor é encontrar o canal correto para a tua campanha: pode ser redes sociais, e-mail, ou simplesmente o sempre atual boca-a-boca. Encontrarás aqui um guia dos passos que podes tomar antes de lançares a melhor campanha de sempre!
Faz pesquisas de produtos através de anúncios no Facebook
Idealmente, terás orçamento para criar anúncios de pesquisa no Facebook. Isto vai ajudar-te a avaliar se o público está interessado no produto da tua campanha ou não. Simultaneamente, poderás obter os contatos (e-mail ou telemóvel) destes que poderão vir a ser os teus futuros clientes. Com um orçamento definido e um público-alvo cuidadosamente selecionado, os anúncios do Facebook são uma das melhores formas de realizar pesquisas de produtos para estruturar campanhas de crowdfunding.
Envia newsletters
Se já tens a tua lista de e-mails criada, também podes usá-la para fazer pesquisas de produto. Envia um e-mail para os teus contatos e pede feedback sobre o produto. Isto não só te dará informação preciosa como acrescentará credibilidade à tua campanha. O público entenderá a tua vontade de criar uma campanha de sucesso e, quem sabe, poderás encontrar uma valiosa ajuda nestes comentários.
Aproveita as vantagens das redes sociais
Caso já tenhas uma presença nas redes sociais, podes aproveitar para fazer questionários, perguntas elaboradas ou até mesmo pedir sugestões aos teus seguidores, neste campo, o limite é mesmo a imaginação, mas não te esqueças de criar uma estratégia previamente: o que queres, e como vais consegui-lo.
Procura nos fóruns
Um dos principais lugares para os criadores de campanhas de crowdfunding obterem feedback são os fóruns online. Estes muitas vezes consistem em público que está dentro da área e que podem ajudar-te com contribuições fortes e valiosas.
Faz a tua própria pesquisa.
No fim de contas, é fundamental lembrares-te que o melhor feedback vem sempre da tua própria pesquisa. Procura campanhas de crowdfunding na mesma área e descobre como é que as poderás superar. Desde o preço até ao design do produto e a disponibilidade, precisas de ter tudo em consideração antes do grande lançamento.
Queres financiar o lançamento de um produto?

Uma pulseira para o Apple Watch equipada com câmaras frontais e traseiras vai finalmente ser lançada após quatro anos de desenvolvimento. A Wristcam possui uma câmara de 8 megapixéis capaz de gravar vídeo 1080p e tirar fotos em resolução 4K e possui ainda uma câmara de 2 megapixéis para selfies. O objetivo? Usar o Wristcam como um walkie-talkie de vídeo com transmissão em tempo real.

Roisman, CEO, quando questionado sobre os próximos passos, disse que a empresa está focada em enviar unidades para clientes que apoiaram a campanha original de crowdfunding, que serviu para assegurar a pré-venda de 10 000 unidades. O longo atraso resultou de desafios de design, mas os clientes que permaneceram fiéis à empresa receberam as suas câmaras de pulso até ao final das férias de Natal. Como já se passaram quatro anos, a empresa ofereceu reembolsos a qualquer um dos crowdfunders originais que quiseram o dinheiro de volta.

E para estas iniciativas, e tantas outras que necessitem de apoio e financiamento, o crowdfunding continua a ser a opção mais rápida, simples e segura. Se tens um projeto ou causa que precise de apoio, estás já no sítio certo. Começa hoje a preencher o formulário da tua campanha e envia-nos para possamos ajudar-te a angariar financiamento.
O que andámos a fazer em 2020

2020 ficará na História como um ano, no mínimo, surpreendente. Em fevereiro, quem adivinharia que passado um mês estaríamos todos confinados à solidão das próprias casas? Que teríamos de pensar duas vezes antes de levar a mão à cara? Que beijos e abraços seriam coisa do passado? Foi um ano que nos colocou à prova e que, com a ajuda da PPL, soubemos estar à altura. Começou com uma mobilização geral da sociedade para produzir álcool e equipamento de proteção individual, lançando campanhas para costurar máscaras e até imprimir viseiras com impressoras 3D.

Estávamos fechados em casa, mas não era por isso que a atividade física tinha de parar. Vimos surgir iniciativas originais, como o “Kilometros em Casa” e a “Corrida para a Vida”, que acabariam por reunir quase 60 000€ para apoiar hospitais e serviços de saúde, e movimentos a título particular como o da Maria de Vasconcelos que conseguiu oferecer viseiras reutilizáveis aos profissionais de saúde.

E enquanto uns procuravam a saúde e o bem-estar através do desporto, outros encontraram-na pela via da criatividade. Apareceram livros únicos, e um bom exemplo foi o “UM DIA DE CADA VEZ” de David Machado e Paulo Galindro que angariou mais de 15 000€.
O ensino também foi forçado a adaptar-se à nova realidade, e infelizmente muitas crianças não tinham computador em casa nem meios para receber aulas online. Para combater esta necessidade surgiram campanhas como a do Agrupamento de Escolas Portela Moscavide que conseguiram reunir mais de 12 000€ para comprar equipamento informático para os seus alunos.

Mas não só de Covid-19 se fez 2020. Tivemos a estreia do António Raminhos, que generosamente ofereceu o presente do seu 40º aniversário, e da Jwana Godinho, com o seu Challenge para a União Audiovisual. Tivemos também o prazer de receber caras conhecidas, como a Montis, que reuniu mais de 20 000€ para converter um eucaliptal numa mata, o Jorge Vassallo, que terminou em grande o último volume da sua trilogia de crónicas de viagem na Índia, "Tudo é Possível!", e a Carolina Lucas, que desde 2015 financia os seus tratamentos com a vossa generosidade.

Este foi um ano que nos uniu através do afastamento. Que revelou fragilidades escondidas. Que demonstrou que uma cadeia é tão forte quanto a força do seu elo mais fraco, e que basta um minúsculo vírus para obrigar a ajoelhar as maiores nações do mundo. Mas quanto mais negras são as sombras, mais se revela a luz que brilha por entre elas, e 2021 está aí à porta, iluminando-nos como a tão ansiada luz ao fundo do túnel. Foi uma grande alegria podermos caminhar juntos. Lado a lado com cada um de vocês.

A Associação Coração Delta lança crowdfunding

Paga uma refeição a quem mais precisa
O Movimento Lugar à Mesa surge para minimizar as dificuldades de duas esferas da nossa sociedade: as famílias afetadas pela pandemia e o setor da restauração.
No mesmo projeto, criamos um círculo virtuoso que beneficia as famílias afetadas pela pandemia e, em simultâneo, cria impacto positivo na atividade dos muitos restaurantes que se vêm agora sem clientes. Com este Movimento, criamos um duplo impacto e minimizamos as dificuldades de muitos cidadãos, sejam eles vizinhos, conhecidos ou anónimos. Juntos, as nossas ações têm mais força.

O Movimento Lugar à Mesa é feito de todos e para todos. De todos os que querem ajudar e para todos os que precisam de ajuda. E são muitos os que precisam, no contexto atual. Vivemos, como sociedade e como indivíduos, tempos exigentes do ponto de vista da saúde mas também do ponto de vista económico e social.
Consciente do importante papel que assume na comunidade, a Delta Cafés desenvolveu, em conjunto com outros parceiros, o Movimento Lugar à Mesa.

Como podes ajudar?
- Como cidadão - ao fazeres o teu contributo estarás a permitir entregar refeições, de forma gratuita, a muitas famílias afetadas pela pandemia. Faz o teu contributo aqui.
- Como estabelecimento de restauração – ao confecionar refeições que serão entregues às famílias afetadas pela pandemia e cujo valor será suportado pelo movimento Lugar à Mesa, reforçando a sua atividade e trabalho dos seus colaboradores. Inscreve-te como restaurante parceiro.
Testemunho: criar uma campanha na PPL é fácil e intuitivo!
Uma das promotoras da campanha "Juntos por uma casa digna para a Helena" partilha connosco a sua experiência na PPL. O objetivo das três amigas da Helena neste Natal era ajudá-la a acabar de construir a sua casa no quintal da filha, onde poderá viver a velhice descansada e com dignidade.

PPL: Como é que conheceram o crowdfunding?
Margarida: Tive conhecimento da plataforma PPL através de uma campanha de um amigo. Na altura, participei nessa campanha e achei todo o processo interessante.
Quando decidi atirar-me para a frente e lutar por ajudar a Helena a acabar de construir a sua casa, comecei por esboçar um "pdf" que iria distribuir pela família e amigos. Mas como o valor que precisava era alto, achei que o meu círculo mais chegado não seria suficiente para atingir o objectivo.
Então lembrei-me da PPL e fiz uma conta e comecei a descobrir todo o mundo PPL. Foi fácil e intuitivo criar a conta e iniciar a construção da campanha. Todos os passos estão bem orientados e as Dicas PPL ajudaram-me a sistematizar a informação e a dizer apenas o mais necessário.
Foi muito importante ter acesso à pré-visualização da minha campanha, pois permitiu perceber melhor, a cada passo, se a informação estava a resultar. Simultaneamente naveguei muito pela PPL e visitava as outras campanhas para perceber, como potencial doador, o que gostava e não gostava.
PPL: Como organizaram a divulgação da campanha?
Margarida: Quando lancei a campanha, não larguei o telefone nas 8h seguintes e divulguei a campanha pelas redes sociais numa lógica de "one to one". Em 24h ultrapassei o objetivo da campanha!!! O que faria diferente da próxima vez? Colocaria um objetivo mais alto!!! ;)
Do que estás à espera? Se tens um projecto na gaveta ou queres ajudar alguém, cria uma campanha na PPL e concretiza o teu sonho.
Um Crowdfunding para a todos governar
A Terra-Média foi construída por Tolkien nesta casa, em Oxford, Inglaterra. Foi aqui que Bilbo Baggins encontrou Gandalf pela primeira vez, e orcs, elfos e hobbits lutaram enquanto um anel ameaçava governá-los a todos. A casa em Northmoor Road, onde Tolkien escreveu "O Hobbit" e "O Senhor dos Anéis", foi colocada à venda. Para preservá-la para fãs e escritores, os atores que trouxeram os mundos de Tolkien para o grande ecrã vieram dar a cara numa campanha de crowdfunding com o propósito de a poder comprar. Atores incluindo o próprio Gandalf, Ian McKellen e Martin Freeman, que interpretou Bilbo nos filmes "O Hobbit", lançaram a campanha de crowdfunding "Projeto Northmoor" para comprar a casa de Tolkien e transformá-la num centro literário em sua homenagem. Se a campanha tiver sucesso, a casa onde Tolkien viveu de 1930 a 1947 será o primeiro centro dedicado ao autor de fantasia em todo o mundo.

Um desafio ao estilo de Tolkien aproxima-se, porém - o Projeto Northmoor tem apenas três meses para angariar 6 000 000$. A autora Julia Golding, que lidera o projeto, comparou o desafio da campanha de crowdfunding à perigosa jornada de dois dos personagens mais amados de Tolkien. "Porém, precisamos apenas de olhar para a jornada de Frodo e Sam de Rivendell até ao Mount Doom, que levou a mesma quantidade de tempo - e estamos inspirados por podermos fazer isso também!" disse num comunicado à imprensa. Mais de 5 000 000$ irão para a compra da casa, e o resto será usado para renová-la e criar a organização sem fins lucrativos que aí operará. Se a campanha for bem-sucedida, a casa alojará programas literários para escritores de fantasia iniciantes e fãs de Tolkien.

Também em Portugal temos várias casas históricas com risco de se perderem. Florbela Espanca, Eça de Queirós, e tantos outros. Para grandes males, grandes remédios, e é na força do todo que o Crowdfunding mostra o seu verdadeiro valor. Começa hoje mesmo a preencher a tua campanha e envia-nos para te podermos ajudar a angariar o financiamento que necessitas para alcançar o teu objetivo.

Sabes para onde vais?
O jornalismo funciona como os sentidos de uma nação; são a nossa forma de avaliar o estado das coisas, de encontrar sintomas de doenças ou outros problemas sistémicos para que possamos solucioná-los. É ao jornalismo que cabe a comunicação interna de um Estado que se quer tão unido e coeso como um corpo vivo e saudável, capaz de responder rapidamente perante qualquer ameaça, tanto interna como externa. Isto porque, se um organismo não responde, diríamos que está doente, se não mesmo morto.

Em tempo de crise, como a que vivemos, os cortes e racionamentos são inevitáveis. Mantendo a analogia do corpo, se o frio aperta, o sangue é desviado das extremidades para as partes vitais, como o cérebro e o coração; a sensibilidade nas mãos diminui, a visão fica turva, é-nos difícil saber onde estamos e para onde vamos.
E é justamente assim que nos encontramos, um pouco por todo o mundo. Se os meios para financiar o jornalismo de investigação já escasseavam, com a chegada da Covid-19, passaram para níveis incomportáveis para manter a função. E é para enfrentar esta realidade que grupos como o Fumaça recorreram já ao apoio da sociedade civil através de campanhas de crowdfunding. Outros fizeram o mesmo lá fora, como o Chile, que criou uma plataforma de crowdfunding com assinatura paga onde são publicados estudos de investigação.

É esta a maior força do crowdfunding: a confirmação da velha máxima de que o todo é maior que a soma das partes. Onde uma pessoa sozinha falha, muitas unidas podem superar. Quer seja para lançar um negócio ou financiar uma causa. Por esse motivo começa hoje mesmo a criar a tua campanha. Assim que enviares receberás acompanhamento personalizado gratuito.

Crowdfunding lança ténis de canábis em Portugal
Qualquer aventura começa com um primeiro passo. O do Bernardo foi despedir-se do seu emprego no Reino Unido e, numa jantar com amigos, decidir que ia regressar a casa (Minde, no distrito de Santarém) e lançar-se no negócio do calçado sustentável. Parecia uma ideia louca, mas afinal tinha pernas para andar. Avaliaram o mercado, e viram potencial nas fibras de cânhamo (planta do género Cannabis). Já havia carteiras e malas, porque não sapatos?

Lançaram uma campanha de crowdfunding que acabou por arrecadar quase 250.000$! Nascia a DopeKicks (antecedora da atual 8000Kicks), e com ela os primeiros sapatos. Foi preciso escolher fornecedores, criar um modelo que fizesse justiça ao ideal sustentável da marca e, diz o próprio, nada disto seria possível sem a ajuda da sua avó, Maria Otília, que conta com 50 anos de experiência na área e ajudou na escolha dos melhores fornecedores.

O cânhamo, assegura Bernardo, é a única fibra de que são feitos os ténis, o que se converte não é só uma infindável ferramenta de marketing, mas sobretudo a garantia de calçado mais sustentável. “É um super material. É super resistente, cresce praticamente em todo o lado, dispensa o uso de pesticidas e inseticidas e precisa de cinco vezes menos água do que o algodão”, explica.
A marca orgulha-se ainda de produzir as “primeiras palmilhas do mundo feitas de cânhamo”, de compor as suas solas a partir de algas, tornando o produto final totalmente vegano, e de aplicar um acabamento nos seus ténis que os faz repelir a água. “Queremos mostrar que este é o melhor tecido que existe e isso acontece fazendo os melhores produtos. Se conseguirmos que o canábis se torne mainstream, perfeito, arranjamos outra ideia e montamos outra empresa”, remata Bernardo, que é também o CEO da 8000Kicks.

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