Do eucaliptal até à mata

Do eucaliptal até à mata

Reconverter os eucaliptais que a MONTIS comprou em Pampilhosa da Serra

  • 4946

    angariado

    26% de 18 730€

    97 apoiantes

  • 36 dias

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  • Esta campanha iniciou-se em 06/10/2020 e só será financiada se angariar um mínimo de 18 730€ até 04/12/2020 - 18:00

Reconverter os eucaliptais que a MONTIS comprou em Pampilhosa da Serra

A MONTIS gere áreas marginais com objetivos de conservação da natureza.

Em 2019 comprou 6 parcelas no concelho de Pampilhosa da Serra. Duas delas, Covões e Barroco Frio, estão ocupadas parcialmente com eucalipto sem interesse de conservação ou de produção.

Covões, com 2,6 ha, está ocupada, em 70%, por eucaliptal abandonado. Na restante área existem matos mediterrânicos com medronhal, sobreiro e azinheira, e ainda uma galeria ripícola junto ao rio Unhais, com amieiros, salgueiros e outros.

Barroco Frio, com 2,3 ha, está ocupada, em 40%, por eucaliptal. A restante área inclui também matos mediterrânicos e, a sul, a galeria ripícola do Unhais.

Depois de algum tempo à procura de soluções e parceiros para a sua reconversão, decidiu-se avançar com base em recursos próprios da MONTIS e de quem queira ver destes exemplos, com técnicas facilmente utilizáveis, aumentando o valor pedagógico e a replicabilidade.

O investimento visa a reconversão do eucaliptal em mata de vegetação autóctone e a regeneração natural nas áreas de matos, incluindo o corte de eucaliptos, sementeiras de sobreiro, azinheira e medronheiro e podas de condução e formação das espécies autóctones, estimulando o crescimento em altura, o ensombramento do solo para controlo de matos e a descontinuidade vertical de combustíveis, e, se viável, fogo controlado, para tornar a mata mais resiliente ao fogo e às alterações climáticas.

Vista da envolvente das propriedades Covões e Barroco Frio

Objetivo:

Reconverter os eucaliptais que comprámos, de reduzido interesse económico ou ecológico, numa mata biodiversa.

Como?

  • Com corte raso dos eucaliptos, sem retirar cepos, e gerindo a rebentação que resulta do corte (já hoje cada cepo tem várias pernadas, fruto da ausência de gestão) até esgotar a energia acumulada na toiça e raízes. Esta opção menos exigente tecnicamente, embora mais exigente em trabalho, demorará 3 a 4 anos até que os eucaliptos morram por exaustão
  • Se viável, com um fogo controlado depois do corte para reduzir a acumulação de combustível e disponibilizar nutrientes às plantas
  • Com ações de retenção de solos, aumentando o capital natural e melhorando as condições de evolução da vegetação natural
  • Com a condução da regeneração natural para acelerar o processo de recuperação
  • Se razoável, com sementeiras de espécies autóctones e plantações localizadas
  • Com a recolha, em paralelo, de dados de biodiversidade que permitam avaliar os efeitos da gestão (observação direta, fotoarmadilhagem e bioblitz, com registo em plataformas públicas de dados de biodiversidade

Estas opções, não sendo as mais rápidas ou mais eficientes a produzir resultados, permitem envolver pessoas comuns no processo, com base em voluntariado. O envolvimento da comunidade é central no projeto e tem uma componente pedagógica que visa estimular o espírito crítico necessário a uma melhor gestão para a conservação da biodiversidade.

Galeria rípicola do rio Unhais

Sobre o promotor

A MONTIS – Associação para a gestão e conservação da Natureza é uma Organização Não Governamental, sem fins lucrativos e de âmbito nacional. Está sediada em Vouzela, Viseu, foi criada no dia 23 de março de 2014, e tem como objetivo central gerir territórios, com relevância para a conservação dos valores naturais.

Os objetivos centrais desta associação, que conta atualmente com cerca de 483 sócios, portugueses e estrangeiros, são garantir o desenvolvimento dos processos naturais, promover a conservação de espécies autóctones, gerir de forma inteligente os fogos florestais e outros riscos naturais e aumentar o valor de mercado da biodiversidade.

Orçamento e Calendarização

Orçamento a 5 anos de execução (2020-2024): 18 730 €

Corte raso do eucaliptal (caso não haja interessados no corte): 3 877 €

Gestão de combustíveis finos florestais (por exemplo: controlo de matos e de folhadas, nomeadamente através de fogo controlado): 2 900 €

Atividades de gestão (incluindo fins de semana de voluntariado, voluntariado corporativo, voluntariado de um dia, bioblitz, etc): 6 100 €

Custos de gestão (administrativa, comunicação e custos de pessoal para organização e acompanhamento das atividades): 4 125 €

Comissões da plataforma da PPL: 1 728 €

Caso a campanha exceda o valor a angariar, o excedente será utilizado na compra de terrenos para conservação da natureza.

Sex, 30/10/2020 - 10:55

Qua, 07/10/2020 - 18:35

Já somos 20

Já chegámos aos primeiros 20 apoiantes. Vamos continuar!

Lançamento da campanha

06/10/2020

97 membros da comunidade PPL
apoiam esta campanha

  • 38
    novos apoiantes

  • 59
    apoiantes recorrentes

  • 23
    apoiantes anónimos

Conhece quem está a tornar este sonho realidade