Reerguer a Calceteira das cheias de Alcácer de 2026
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Reerguer a Calceteira das cheias de Alcácer de 2026

Campanha para apoiar a Sociedade Filarmónica Amizade Visconde de Alcácer na recuperação das cheias de 2026, preservando o seu património cultural e garantindo a continuidade da ...

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  • Esta campanha iniciou-se em 28/05/2026 e só será financiada se angariar um mínimo de 206 000€ até 25/08/2026 - 18:00

Campanha para apoiar a Sociedade Filarmónica Amizade Visconde de Alcácer na recuperação das cheias de 2026, preservando o seu património cultural e garantindo a continuidade da atividade gratuita que oferece à comunidade.

No início de 2026, ocorreram cheias significativas no rio Sado, resultantes de precipitação intensa e aumento súbito do caudal. As instalações da Sociedade Filarmónica Amizade Visconde de Alcácer, situadas numa zona vulnerável, foram diretamente afetadas. A água invadiu o rés‑do‑chão — onde funcionam três lojas arrendadas — e agravou a degradação do casão anexo utilizado para ensaios e pequenos eventos.

Os danos comprometem o normal funcionamento da instituição e colocam em risco a continuidade das suas atividades culturais e formativas. Entre os impactos registados incluem‑se infiltrações em salas de ensaio e áreas técnicas, destruição de pavimentos, paredes e tetos, avarias em equipamentos elétricos, instrumentos e mobiliário, perda de materiais pedagógicos e deterioração de sistemas de climatização. Tornam‑se necessárias intervenções estruturais para evitar danos futuros.

A Sociedade Filarmónica, com quase 200 anos de história, é uma referência cultural do concelho. Mantém uma Escola de Música gratuita, dinamiza eventos que aproximam a população da cultura, forma sucessivas gerações de jovens e representa Alcácer do Sal em atuações regionais e nacionais. Para muitos habitantes, é um dos poucos meios de acesso à cultura.

A recuperação das instalações constitui, por isso, um investimento essencial na identidade cultural do concelho. O projeto visa reparar os danos das cheias, modernizar e tornar o edifício mais resiliente, proteger o património musical, garantir condições dignas para a formação gratuita, reforçar a segurança de todos os utilizadores, recuperar as lojas arrendadas e requalificar o casão anexo, transformando‑o num espaço adequado para ensaios e eventos comunitários.

Sobre o promotor

Em 1830 existia na Vila de Alcácer do Sal a charanga “Sete Estrelas”, dedicada a animar festas e eventos populares. Numa época em que a música ganhava importância na vida pública, este grupo marcou o início da popularidade das filarmónicas. Impulsionado pelo ambiente cultural e pela sua ação política, o Visconde de Alcácer integrou o conjunto “Sete Estrelas” e, em 11 de julho de 1830, fundou a sua Sociedade Filarmónica, adquirindo instrumentos e criando aulas de música. Pouco depois, a nova Banda de Música tornou‑se uma das mais prestigiadas da região, motivo de orgulho para a população.

A 15 de março de 1842, perante o crescimento das filarmónicas, o Visconde dotou a instituição dos primeiros Estatutos, definindo-a como espaço de Cultura e Recreio Popular, aberta a toda a comunidade. Por volta de 1860, após a reconciliação de grupos internos, passou a chamar-se Sociedade Filarmónica Amizade.

Em 1880, um incêndio destruiu a sede, mas o Visconde voltou a apoiar a coletividade, instalando-a no seu “Clube Pedro Nunes”, edifício que permanece como sede atual. Nas festas de 11 de julho desse ano, a instituição adotou o nome “Sociedade Filarmónica Amizade Visconde de Alcácer”, em homenagem ao seu fundador.

Hoje, a Sociedade mantém um papel central na vida cultural do concelho, integrando a Banda Filarmónica, a Escola de Música gratuita, aulas de guitarra e piano, organização de concertos, eventos culturais e espaços de ensaio. Para muitos habitantes, continua a ser um dos principais meios de acesso à cultura e formação artística em Alcácer do Sal.

Orçamento e Calendarização

Face aos danos identificados, estima-se que, à data presente, o custo das intervenções a realizar, incluindo trabalhos de construção civil, aquisição de mobiliário, ascenda a aproximadamente duzentos e seis mil euros (206.000 €). Este projecto tem uma duração total estimada entre 3 meses a 6 meses

Mês

Trabalhos

% Execução

Valor (€)

Mês 1

Demolições, limpeza, remoção de entulhos; início reparações lojas

15%

30 900

Mês 2

Estrutura do telhado; portas e reparações das lojas

20%

41 200

Mês 3

Instalação do novo telhado; início paredes e pavimento

20%

41 200

Mês 4

Pavimentos, instalações elétricas e sanitárias

20%

41 200

Mês 5

Pinturas, acabamentos, acústica

15%

30 900

Mês 6

Testes, certificações, limpeza final, imprevistos

10%

20 600

Terá um custoTotal de cerca de 206 000 €

Anexa-se documento com detalhe de gastos previstos, podendo os mesmos sofrer alterações dada a conjuntuta internacional que poderá levar a oscilações de matérias primas num curto espaço de tempo.

 

Qua, 03/06/2026 - 14:54

Lançamento da campanha

28/05/2026

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