News of the PPL world
As Crónicas dos Tugas
Miguel Correia, autor do livro As Crónicas dos Tugas, partilha a sua experiência com a publicação do seu primeiro livro, cujo financiamento foi assegurado através do crowdfunding do PPL.

Como vai longe o mês de Dezembro de 2013!
E tanto aconteceu desde então... Tudo começou com um pequeno texto publicado no Facebook. Uma pequena brincadeira que, pensei eu, ficaria restrita a meia dúzia de amigos e, com alguma sorte, dois ou três comentários ou “Likes”. Mas sem que o pudesse prever, rapidamente, o pequeno texto, espalhou-se e a página recebeu vários membros à espera de mais crónicas! Continuei a escrever e a publicar e a reacção dos leitores foi qualquer coisa de espectacular!Porque não editar um livro?
A “Chiado Editora” acolheu, de bom grado, o projecto, mas devido ao desconhecimento do autor, eu neste caso, impunha-se garantir um investimento inicial. Completamente impossível para mim. Contudo, não desisto facilmente! Dirigi os meus esforços para um palavrão (desconhecido por uns, temido por outros) chamado “crowdfunding” através da PPL.
Dois meses intensos, com várias divulgações on-line e duas acções de rua a entregar panfletos.
Dois meses intensos, marcados por um misto de sentimentos, ao olhar para o valor angariado.
Dois meses intensos, mas caramba, valeu a pena! Sim, valeu a pena!
Uma história com final feliz! O objectivo foi atingido, o contrato com a editora assinado. Os livros já estão preparados e aguardam a chegada do dia de lançamento, com pompa e circunstância! 04 de Setembro! Será em Matosinhos, caso estejam por perto, apareçam!Agradeço sinceramente à PPL pelo apoio, oportunidade e cooperação com este projecto.
Um grande abraço,
MIGUEL CORREIA
Rumo a Santiago
"Um dia tive um sonho", começa o testemunho de Carlos Rodrigues, escultor que vive em Vila do Conde.
Começou por percorrer os caminhos de Santiago e conseguiu agora concretizar o seu sonho: criar a sua própria escultura no lugar de Vilarinho, para homenagear a terra, Santiago e os peregrinos.
Tudo graças ao seu próprio esforço e ajuda de amigos. Foram mais de 40, os amigos, conhecidos e desconhecidos, que ajudaram a erguer este marco, a ser inaugurado brevemente.
Mais uma prova de que tudo é possível, independentemente das ajudas institucionais que (não) existam, desde que haja vontade e colaboração entre a comunidade em prol de um objectivo comum.

UM DIA TIVE UM SONHO
Em 1995, num almoço de família, eu e dois cunhados resolvemos fazer os Caminhos de Santiago, de bicicleta. Juntaram-se a nós mais dois sobrinhos e um amigo. Partimos para esta aventura, com uma mochila às costas, sem saber se iríamos percorrer 30km ou 230km, que é a distância entre Vilarinho e Santiago de Compostela. Três dias depois, ao pôr-do-sol, estávamos em frente à Catedral, cansados, com dores no corpo, mas com uma alegria enorme por estar ali com centenas de pessoas dos quatro cantos do Mundo, que ali chegaram, não por sacrifício, mas sim pelo prazer de estar ali, naquele momento, num local que se tornou tão especial para mim.
Fomos receber a “Compostela“ e, para grande espanto nosso, fomos convidados a assistir à missa de Domingo, nas cadeiras que ladeiam o altar-mor. Perguntámos o porquê de tão grande honra e foi-nos dito que, em muitos anos, não houvera portugueses a fazer este caminho, quando outrora eram tão comuns.
Foi um encanto descobrir Santiago de Compostela. A magia da manhã e da noite, das igrejas e das bodegas, dos concertos e das missas, dos estudantes e dos pedintes, das freiras e dos freaks, das gaitas e dos cânticos, da história e da modernidade.
Há sempre um caminho para descobrir, partir de onde quisermos até onde quisermos. Do Cebreiro, da Coruña, de Padrón, de Fisterra, de Vilarinho...
Santiago tornou-se para mim um local muito especial. A sua magia, o seu encanto, a sua espiritualidade levou-me a sonhar.Macieira é uma freguesia de Vila do Conde, que tem como característica situar-se bem no centro do concelho. Tem um dos mais importantes nós rodoviários do distrito do Porto, situado no lugar de Vilarinho. No largo deste lugar, mora um sonho antigo. Um pouco dispendioso... mas com a ajuda de amigos, com as suas ideias, criatividade, alguns tostões e o meu trabalho, consegui realizar esse sonho.
Vilarinho é um ponto de passagem para milhares de peregrinos que, todos os anos, fazem este caminho milenar. O meu projeto é para homenagear a terra, Santiago, e os peregrinos, dos quatro cantos do mundo, com uma escultura de grande porte (3m) e um aspeto um pouco primitivo e tosco.Esta escultura é para ajudar a manter "vivo" o Caminho Central Português, juntamente com marcos que já existem e criar outros para dar as boas vindas os romeiros que por aqui passam. Quero ver o meu Santiago, mover as suas pesadas pernas e correr o mundo pela mão de quem aqui passa.
Um aspecto a salientar no projecto, ao contrário do que é habitual, não fui reclamar os apoios para a obra, às "Entidades Oficiais" mas decidi pedir a colaboração de quem entende que a obra será de todos os que ajudarem a levantar o nosso Santiago.
Tive conhecimento através de um amigo, de uma plataforma Crowdfunding (ou financiamento colaborativo) que de uma forma simples e transparente angaria fundos para projeto através de uma comunidade online que partilha os mesmos interesses.
Esta foi uma oportunidade de "vender" o projeto para facilitar o financiamento do Santiago.Depois de enviar para a PPL - Crowdfunding Portugal, um trabalho atrativo, apelativo e consistente recebi a agradável notícia, que o meu projecto tinha sido aprovado.
Esta foi uma oportunidade que facilitou o financiamento do projecto, recorrendo a ajuda de apoiantes, não envolvendo correntes partidárias, nem tudo o que a elas estejam ligadas. No projeto o trabalho foi todo meu, o apoio é de todos aqueles que que se reviram nele, adquirirem uma das 4 peças que criei exclusivamente para o projeto.O objetivo foi atingido dentro do prazo sem ajudas estatais, sem fundos internacionais, sem salamaleques institucionais. Só com criatividade, o querer e persistência. E com o apoio de alguns dos que entenderam e apreciaram o meu sonho. Este Santiago representa para mim, mais do que uma escultura no Caminho...
Obrigado a todos que entraram no meu sonho.
Primeira plataforma de crowdfunding de uma cidade
Foi anunciado no passado dia 8 de Maio o projecto que levará à criação em Lisboa da primeira plataforma de crowdfunding de uma cidade.
O PPL associou-se a esta iniciativa, em parceria com a Câmara Municipal de Lisboa, a Fundação Calouste Gulbenkian, o Montepio e a Vieira de Almeida.
Os principais objectivos desta plataforma específica com a marca Lisboa são:
- Estimular a criatividade e a inovação empresarial e social
- Estimular o espírito de iniciativa, a empregabilidade e a criação de emprego
- Promover a criação de negócios inovadores e geradores de emprego
- Proporcionar novas oportunidades de investimento a aforradores (particulares e institucionais)
- Captar investimento nacional e internacional
- Dinamizar o investimento em reabilitação urbana, com atração de novos residentes
- Valorizar o aproveitamento energético da cidade de Lisboa

Agenda do evento:
15h00 - Recepção
15h15 - Apresentação da Plataforma de Crowdfunding de Lisboa pelos parceiros fundadores:
- Câmara Municipal de Lisboa
- PPL
- Fundação Calouste Gulbenkian,
- Montepio Geral
- Vieira de Almeida
15h35 - As Oportunidades e os Desafios do Crowdfunding em Portugal.
- Antonio Camara (Ziphius e Printoo)
- Pedro Oliveira (Patient Innovation)
- Pedro Pina (3D Antártida)
- Isabel Soares (Fruta Feia)
16h45 - Debate
17h00 - Encerramento
O Fracasso Mais Bem Sucedido de Sempre
Conseguimos! Atingimos o maior recorde do crowdfunding em Portugal até agora, com a campanha do Por Ela, um filme escrito pelo humorista Nuno Markl cujo elenco conta com Ana Bacalhau (vocalista dos Deolinda), César Mourão (comediante e apresentador de televisão) e Tónan Quito (actor de teatro).
Infelizmente, a campanha não conseguiu os 100.000 euros necessários e quedou-se pelos 40.563 euros. Fracasso? De todo. Como se pode ver pela mensagem do Nuno Markl aos quase 2.000 apoiantes, que aqui transcrevemos, houve ainda assim grandes mais-valias a retirar de todo este esforço enorme.
Foram 45 dias intensos em que o principal promotor deu o corpo ao manifesto. Literalmente. Desde se atirar para a piscina à noite, subir à torre dos Clérigos ou andar com a Ana Galvão às cavalitas na marginal de Oeiras.
Não foi por falta de divulgação, dedicação ou inovação. Foi a primeira campanha do PPL a integrar chamadas de valor acrescentado (numeração 760) como canal complementar para contribuições. Estabeleceu novos recordes de volume e tráfego. Em resumo, foi uma aprendizagem enorme para todos.
Antes de passar à mensagem do Nuno Markl, não queríamos deixar de agradecer a todos os envolvidos pelo esforço e dedicação. Desde o promotor a todos a cada um dos apoiantes, passando pela produção, o nosso obrigado. Pode não ter sido hoje mas não vamos desistir. Isso sim, teria sido um fracasso.

E assim chegámos ao fim do crowdfunding do Por Ela, o projecto de longa-metragem escrito por mim para ser realizado pelo Jorge Vaz Gomes e interpretado pela Ana Bacalhau, o César Mourão, o Tónan Quito e o Ricardo Araújo Pereira. Foram 45 dias intensos e fascinantes, saltitando entre euforia e frustração e depois, de novo, euforia. E frustração. E euforia.
Adorei cada momento. Quer as alegrias e as provas de confiança e entusiasmo que fomos tendo, quer os insultos que, de vez em quando, me eram disparados. Eu sabia que iria tudo fazer parte desta aventura e saio feliz de cada alto e baixo desta montanha russa.
Chamámos a atenção para um método de financiamento comunitário que, contra a resistência de velhos do Restelo, e, em alguns países, contra a fúria de Estado e Banca (que, por exemplo, em Espanha, conseguiram destruir o crowdfunding, infelizmente), pode significar uma maneira de manter viva a cultura em tempos de crise: dando ao público a oportunidade de contribuir para projectos de artistas de quem gosta e em quem acredita.
Batemos o recorde de quantia angariada num projecto português de crowdfunding. Ficámos bastante aquém do objectivo, mas não suscitámos indiferença. Tivemos apoio de particulares, empresas, imprensa. Há muita gente que quer ver o filme.
As pessoas que contribuíram para o Por Ela, entusiasticamente, e que agora irão receber o seu dinheiro de volta, poderão perguntar-se: "E agora? Acabou assim?"
Não acabou.
Durante estes 45 dias, o vosso entusiasmo e as vossas contribuições puseram o Por Ela no mapa. O extraordinário mérito dessa ajuda, muito maior do que imaginam, isso ninguém vos tira. Mesmo que recebam de volta o que contribuíram e que o vosso dinheiro não vá fazer parte do orçamento do Por Ela, o que vocês nos deram é muito maior do que vos possa passar pela cabeça.
Por causa do vosso entusiasmo, das vossas mensagens públicas, das vossas provas de afecto, durante estes 45 dias, fomos contactados por várias entidades - desde produtores de cinema a câmaras municipais, passando por empresas - que, de várias maneiras diferentes poderão ajudar-nos a que o Por Ela se torne uma realidade e possa estrear nos cinemas em 2015.
Neste momento ainda nada está garantido, mas as coisas estão a encaminhar-se. E isso não é só por causa das pessoas que se juntaram deste lado para fazer este filme - é muito por causa da maneira como cada uma das pessoas desse lado receberam o nosso projecto, apoiaram-no e criaram o hype. A nossa gratidão, por isso, está para lá dos euros. Ainda há coisas profundas e importantes que não se contabilizam em dinheiro. Perdoem-me a lamechice.
E sim, os nomes de toda a gente que participou no crowdfunding da PPL irão, ainda assim, aparecer no genérico final.
Neste momento é prematuro revelar o que quer que seja de detalhes, mas posso garantir-vos que estamos a trabalhar no duro para cumprir o nosso objectivo de filmar o Por Ela já neste Verão. Irão sendo informados de tudo o que está a acontecer quer no meu Facebook, quer no do Por Ela - http://facebook.com/porelaofilme (a sério, não desistam desse link, porque, se tudo correr bem, agora é que as coisas vão ficar interessantes).
Quanto ao crowdfunding - fracassámos? Sim - mas há fracassos que vale a pena sentir na pele. Não só porque têm tudo para se transformarem, mais tarde, em sucessos, mas porque vale muito mais a pena fracassar por se ter tentado do que fracassar porque não se mexeu uma palha. Nós mexemos várias palhas, todos juntos, nós e vocês.
(ver original no facebook)
Caso de sucesso inesperado
A Margarida Mesquita, promotora do projeto "Estagiar.pt" que passou recentemente pelo PPL, partilha a sua experiência com o crowdfunding. Muito obrigado pelo texto!
Embora não se tenha conseguido atingir o objetivo da campanha de crowdfunding, a sua organização permitiu identificar vários aspetos, que terão de ser alterados a nível da forma de comunicação, tendo-se ainda obtido resultados inesperados extremamente positivos.
No decorrer da campanha compreendeu-se que para conseguir a adesão das empresas, será fundamental focar a comunicação no serviço, nas suas vantagens, bem como na demonstração das mesmas. Quanto às recompensas oferecidas aos particulares, estas não foram suficientemente atrativas, para captarem o seu interesse e envolvimento.
Contudo, se não se tivesse feito a campanha não teria surgido uma proposta de sociedade, nem várias propostas de parceria. Além disso, as visitas ao site duplicaram, o que demonstra o interesse pelos conteúdos divulgados.
Se por vezes os resultados conseguidos não são os esperados, a verdade é que até podem ser mais surpreendentes e positivos. No caso do estagiar.pt, foi o que aconteceu.
Aqui fica o nosso agradecimento à PPL e a todos os que acreditam no estagiar.pt e nos motivam a implementar este projeto! ;)
Projeto MaisTerra
A equipa de jovens empreendedores do projecto MaisTerra, partilha os desafios e as iniciativas que se colocaram durante a sua campanha de crowdfunding. Resta-nos agradecer a confiança e desejar o maior sucesso para esta iniciativa louvável.

O Projeto MaisTerra foi pensado como um projeto que viria responder a várias necessidades identificadas no setor agroalimentar do Pinhal Interior Sul. Uma vez que o projeto visava ajudar os pequenos produtores portugueses a escoar a sua produção, incentivando assim a economia local e nacional, pensámos que a adesão à campanha de angariação de fundos, através de crowdfunding, seria uma boa aposta e que teria adesão.
Pesámos os vários fatores na balança, analisámos vários projetos que já tinham sido bem-sucedidos com o financiamento, fizemos comparações e afins. No entanto, quando lançámos a campanha apercebemo-nos que afinal não estávamos a ter tanta adesão quanto esperado. Depois de falarmos com as pessoas, apercebemo-nos que muitas pessoas não aderiam porque achavam o processo demasiado complicado e, para elas, dava-lhes demasiado trabalho ou simplesmente não percebiam. Tentámos contornar a situação publicando, por várias vezes, na nossa página do facebook um passo-a-passo de como contribuir e falando também directamente com as pessoas, mas o problema permanecia.
Para além disso, tivemos também alguma dificuldade em reunir apoios de pessoas que queriam contribuir mas que não possuíam conhecimentos de informática básicos e, o facto de o processo ser quase todo online, dificultava a adesão. Por outro lado, pessoas que eram de locais bastante distantes da nossa região tiveram conhecimento do nosso projeto através da plataforma do PPL, tendo constituído a maior fatia de dinheiro contribuído, o que foi algo bastante positivo. A ajudar a esse aspeto, esteve também a divulgação do nosso projeto na Económico TV, através da parceria que estes têm com o PPL.
Para além do passa-a-palavra, da entrevista na ETV e da divulgação e dinamização da campanha na página oficial do projeto, organizámos também uma festa que nos possibilitou angariar algum dinheiro e fizemos ainda um sorteio de rifas do Natal. Estas iniciativas permitiram-nos angariar algum dinheiro que, no fim, colocámos no PPL para atingir o valor mínimo de 2.000€ que tínhamos inicialmente estabelecido.
Assim sendo, e em retrospetiva, o único ponto que teríamos feito diferente teria sido o montante mínimo a angariar inicialmente definido, que teria sido cerca de 1.000€.
Os meus dois pais
Joel Pinto, autor de "Os meus dois pais", partilha connosco a sua experiência com a campanha de crowdfunding, desde o momento em que ficou a conhecer este conceito até ao sucesso da angariação, passando pelo esforço de divulgação.

Fiquei a saber o que crowdfunding significa através de um dos sócios-fundadores do PPL, aquando da minha participação na 1ª edição do projecto Energia de Portugal e confesso que cheguei a pensar "aquilo não é para mim". Quando terminei o meu livro, e depois de ter orçamentos de várias editoras, guardei o projecto numa gaveta pensando que nunca iria conseguir amealhar esse dinheiro.
Na empresa onde trabalho actualmente, uma das minhas colegas, também ela escritora e depois de já ter editado dois livros, incentivou-me a avançar com o projecto e arranjar o dinheiro necessário, porque tudo o resto era benéfico.
Arregacei as mangas e decidi avançar com a campanha de financiamento; todo o processo foi meticulosamente trabalhado e recebi um acompanhamento de forma impecável por parte da equipa PPL.
Criei flyers, enviei e-mails, mensagens, divulguei o projecto em todas as redes sociais e, diariamente, ia actualizando os valores angariados. Ao mesmo tempo, criei passatempos com ofertas. Nesta fase, confesso que fui chato; aliás, muito chato: todos os dias apelava à partilha e à contribuição para o projecto, tendo ainda descoberto a importância da família, dos amigos e dos colegas em todo o apoio que me deram.
Apesar de ser uma temática que não diz muito a muita gente, a verdade é que consegui (ultrapassei até) o valor necessário para a edição do livro, muito também graças à ajuda de três colegas de trabalho que não se cansaram de divulgar o projecto e de falar pessoalmente com todas as pessoas que connosco trabalham.
Quanto à plataforma, recomendo vivamente a experiência a todos aqueles que queiram lutar pelos seus sonhos: insistam e persistam porque vale a pena passar por todas as etapas: desde a criação, até à obtenção do valor total. Confesso mesmo que dia-a-dia, era uma ansiedade tremenda constatar a subida da barra de percentagem do projecto rumo aos 100%.
Evento Sunset Labs
No passado dia 12 de Dezembro, tivémos o privilégio de receber três dos casos de sucesso do crowdfunding do PPL, que vieram partilhar as suas experiências.

Ficam algumas fotografias do evento e o nosso sincero agradecimento à Cristina Brito, da Escola de Mar, João Batista, da Livros de Ontem, e à Maria Manuel, da Stage One.
Queremos também agradecer a todos os presentes pela participação dinâmica e convívio após as apresentações.
Estão já convidados para a próxima edição deste evento, que prevemos que aconteça no próximo Verão!



"Próxima Paragem", livro de Sara Rodrigues da Costa
Sara Rodrigues da Costa, autora do livro "Quando a Palavra Era um Verbo", partilha a sua história em relação à campanha de crowdfunding (financiamento colaborativo) para o segundo livro, "Próxima Paragem", onde angariou precisamente o dobro do que solicitou.
A equipa do PPL tem sentido o mesmo que a Sara em relação ao conhecimento geral sobre o crowdfunding, ou seja, há cada vez mais pessoas que conhecem casos de projectos financiados por esta via. Por outro lado, mesmo quem se depara com esta ferramenta pela primeira vez, já se sente mais confortável em efectuar pagamentos online.
Boas perspectivas para o crowdfunding em Portugal e para os inúmeros empreendedores e criativos que poderão beneficiar deste conceito!

O crowdfunding foi sem dúvida uma das maiores e melhores surpresas que já tive. Já conhecia o crowdfunding mas confesso que, quando decidi criar o projecto de angariação para a edição do meu livro, estava muito céptica.
Como não sabia quais seriam as reacções ao crowdfunding, coloquei como objectivo mínimo metade do valor que eu precisava.
Fui surpreendida: a reacção das pessoas foi muito melhor do que eu esta à espera, muitas pessoas já conheciam o crowdfunding e quem não conhecia rapidamente percebeu como funcionava. Quando o projecto terminou tinha conseguido o dobro do valor que tinha pedido, ou seja, exactamente o valor que precisava para publicar o meu segundo livro.
Para a divulgação do projecto, fui comunicando frequentemente com as pessoas que contribuíram, com família, amigos e pessoas que já conheciam o meu trabalho. Divulguei principalmente através das redes sociais e de blogs. O importante é demonstrar que as pessoas estão realmente a apoiar os nossos objectivos e a permitir que possamos fazer aquilo que mais gostamos mas que as pessoas não estão apenas a dar dinheiro pois receberão algo em troca, como se de uma pré-reserva se tratasse.
Muito obrigada ao PPL por me ter possibilitado angariar o apoio necessário para o meu projecto e por todo o apoio que me deram para que as coisas resultassem da melhor maneira possível. Não tenho dúvidas de que o Crowdfunding PPL é aconselhável a todo o tipo de projectos e de que é a Plataforma que faltava em Portugal, nesta época de crise, para que os jovens não percam a motivação para realizar os seus objectivos.
Pedaços no Céu
A Elsa Gonçalves, autora do "Pedaços no Céu", partilha a sua experiência com a campanha de crowdfunding no PPL. Mais uma vez, aqui ficam excelentes conselhos para quem está a preparar a sua própria campanha.
Resta-nos agradecer à Elsa o seu contributo e desejar o maior sucesso na sua recente vida literária.

A ideia concretizou-se pelo incentivo de vários amigos por duas razões: permitia a venda antecipada de livros; ao mesmo tempo fazia-se a divulgação do projeto que o livro também guarda.
O processo foi rigoroso. Senti isso pela forma como foi feita a admissão da campanha pelo PPL e o acompanhamento muito profissional.
Assim que o projeto ficou ativo as emoções presentes foram: ansiedade e alegria.
Os primeiros cinco apoiantes foram os mais difíceis de conseguir. Se por um lado não queria estar a pedir a pessoas próximas por outro tornava-se inevitável para que o projeto passasse a estar mais visível.
A dinâmica de divulgação foi sendo feita principalmente pelo facebook, quer pela divulgação do nível em que ia estando a recolha de apoios, quer pelos agradecimentos.
Tive algum receio pelos meses escolhidos: Agosto e Setembro. Agosto é um mês de férias e Setembro um mês de mais despesas pelo regresso à escola. Contudo, ainda foi a pouco mais de uma semana do fim do prazo que se conseguiu reunir a totalidade dos apoios.
Julgo que há dois segredos necessários a ter em conta: durante este tempo não se pode deixar de divulgar, de lembrar, de conversar sobre o assunto e de ajudar quem precisa de apoio para fazer a contribuição; e é necessário acreditar com muita convicção no produto que se está a divulgar. Num tempo em que é necessário pessoas flexíveis que se conheçam e sejam capazes de em conjunto pensar o impensável para agir no meio onde se inserem de forma construtiva, o livro e o objetivo do projeto ganharam embaixadores importantes no alcance do objetivo.
Para algumas pessoas a plataforma tornou-se seletiva. Quem não lida tão bem com o sistema deixa a contribuição para depois e o depois pode ser fora do prazo. Para alcançar o objetivo é necessário estar atento a esta questão. Em relação a este aspeto há agora uma melhoria na plataforma: a possibilidade do gestor de projeto poder emitir referências para quem quer contribuir e não quer ou consegue criar conta.
No fundo, para este projeto especificamente, esta campanha foi uma forma de, estreitando laços entre pessoas por um objetivo comum, criar uma comunidade de pessoas que apoiam e querem que o projeto tenha sucesso. Criou-se a curiosidade indispensável a uma boa recetividade do livro e agora há quem fale, dê ideias e tenha a vontade de ajudar a melhorar o projeto "[crias] andar nas nuvens sem a terra a fugir dos pés."
No Natal esperamos que os livros venham decorar a consoada e a propósito aqui fica um pedaço das instruções de utilização do livro:
Se tem nas mãos este livro,
Toque-o com todo o carinho.
Pode ser sozinho.
Mas… fica mais saboroso se...
O aproximar do coração de alguém,
Com tooodo o jeitinho.
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