Microflorestas no Poente: Laboratório Vivo de Aprendizagens
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Microflorestas no Poente: Laboratório Vivo de Aprendizagens

A tempestade Kristin devastou a Marinha Grande e Leiria e muitos espaços verdes ficaram destruídos. A situação abriu oportunidade para criar microflorestas nas escolas, recupera...

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  • Esta campanha iniciou-se em 21/04/2026 e só será financiada se angariar um mínimo de 19 500€ até 20/07/2026 - 18:00

A tempestade Kristin devastou a Marinha Grande e Leiria e muitos espaços verdes ficaram destruídos. A situação abriu oportunidade para criar microflorestas nas escolas, recuperando áreas afetadas e promovendo aprendizagens em Laboratório Vivo.

A destruição causada pela tempestade Kristin trouxe desafios significativos às comunidades educativas da Marinha Grande e de Leiria, onde grande parte dos espaços verdes das escolas foi severamente afetada. Contudo, desta adversidade emerge uma oportunidade para transformar estas áreas, através do desenvolvimento de Microflorestas integradas no contexto escolar. Estas intervenções permitem não só recuperar os espaços naturais perdidos, como também criar condições para aprendizagens significativas em ambiente de Laboratório Vivo, promovendo uma relação mais próxima entre os alunos e a natureza.

Paralelamente, as crescentes preocupações com as alterações climáticas e com a sustentabilidade dos centros urbanos reforçam a necessidade de alinhar a ação pedagógica com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, nomeadamente: ODS 4 – Educação de Qualidade, ODS 11 – Cidades e Comunidades Sustentáveis, ODS 13 – Ação Climática e ODS 15 – Proteger a Vida Terrestre. A implementação de Microflorestas nas escolas materializa este compromisso, incentivando práticas ecológicas, responsabilidade ambiental e consciência cidadã.

Neste contexto, o exemplo do projeto de Microfloresta já existente no Fundão — cidade geminada com a Marinha Grande — desenvolvido em parceria com a Fundação Aga Khan, constitui uma referência inspiradora.

A implementação deste projeto será realizada em estreita articulação com toda a comunidade local, promovendo uma abordagem colaborativa e sustentável. A Divisão de Ambiente da Câmara Municipal da Marinha Grande assumirá um papel central no apoio técnico e logístico, enquanto o horto da Junta de Freguesia contribuirá com espécies autóctones e orientação especializada na seleção e manutenção das plantas. Paralelamente, os docentes beneficiarão de formação contínua através do CFAE LeiriMar, garantindo que a dimensão pedagógica das Microflorestas se integra plenamente nas práticas curriculares. Esta dinâmica será enriquecida pelo envolvimento da OIKOS – Associação de Defesa do Ambiente e do Património da Região de Leiria, cuja experiência permitirá reforçar a componente científica e ambiental do projeto. Aos Clubes Eco Escolas do Agrupamento caberá um papel ativo na dinamização das atividades, articulando ações de sensibilização e voluntariado. A participação da comunidade escolar e das famílias será igualmente determinante, assegurando não só o acompanhamento das etapas do projeto, mas também a criação de um sentimento de pertença e responsabilidade coletiva na preservação e cuidado destes novos espaços verdes.

Sobre o promotor

O Agrupamento de Escolas Marinha Grande Poente, constituído em 1 de abril de 2013, em resultado da agregação do Agrupamento de Escolas Guilherme Stephens e a Escola Secundária Eng.º Acácio Calazans Duarte, integra dez estabelecimentos de educação e ensino, distribuídos pelas freguesias da Marinha Grande e da Moita. É um Território Educativo de Intervenção Prioritária – TEIP atendendo à sua diversidade socioeconómica contando com uma população escolar de 20% de crianças e jovens provenientes de 34 nacionalidades, falantes de outras línguas e portadores de outras línguas.

O Agrupamento tem mais de 2800 alunos e ministra desde a Educação Pré-escolar ao Ensino Secundário, Cursos Cientifico-humanísticos e Cursos Profissionais e Educação e Formação de Adultos, através do Centro Qualifica, com RVCC, Cursos EFA e Cursos PLA para população migrante. Conta com uma vasta equipa de profissionais, docentes, técnicos especializados, assistentes técnicos e operacionais.

O Agrupamento participa em várias redes, nomeadamente das Escolas REEI, das Escolas 2030 e redes sua localização geográfica, história e dimensão demográfica conferem-lhe responsabilidade acrescida na promoção da sustentabilidade e na construção de práticas educativas inovadoras.

Orçamento e Calendarização

A intervenção será desenvolvida em quatro etapas técnicas sequenciais: Construir o sonho, a nossa microfloresta, execução da plantação e acompanhamento e sustentabilidade.

A fase de planeamento inclui mobilização da comunidade educativa e definição da visão do projeto. Segue-se a seleção de espécies e desenho ecológico, com base em análise edáfica e climática. A fase de execução compreende a preparação do solo, instalação de sistema de rega temporário e plantação densa. Por fim, será assegurado acompanhamento técnico durante um período mínimo de 24 a 36 meses.

Etapa 1 – Construir o Sonho

  • Mobilização de alunos, docentes, assistentes operacionais e famílias.
  • Recolha de ideias e definição colaborativa da visão do projeto.
  • Envolvimento das entidades parceiras desde a fase inicial.

Etapa 2 – A Nossa Microfloresta

  • Identificação e seleção de espécies nativas adaptadas ao clima e ao solo local.
  • Definição do desenho ecológico da microfloresta.
  • Apoio técnico do horto da Junta, OIKOS e Divisão de Ambiente da Câmara Municipal.

Etapa 3 – Execução e Plantação

  • Análise do solo: textura, profundidade, drenagem e teor orgânico.
  • Melhoria da fertilidade através de composto, biomassa e matéria orgânica.
  • Instalação de sistema de rega para suporte inicial.
  • Plantação densa e diversificada, garantindo cooperação e simbiose entre espécies.

Etapa 4 – Acompanhamento e Sustentabilidade

  • Monitorização durante 24–36 meses: humidade, invasoras, reposição de plantas, manutenção do sistema de rega.
  • Produção de relatórios, registos fotográficos e dados de campo pelos alunos.
  • Dinamização de atividades educativas e eventos como a “Festa da Floresta”.

Antes da implementação será realizada uma análise do solo, avaliando textura, profundidade útil, pH, drenagem e teor de matéria orgânica. Com base nos resultados, proceder-se-á à incorporação de composto vegetal certificado e biomassa estruturante.

A instalação de rega temporária será dimensionada de acordo com a exposição solar e as necessidades hídricas iniciais, sendo progressivamente reduzida à medida que a microfloresta se torna autossustentável.

Estimativa de custos para cada uma das microflorestas (6 500€):

  • Etapa 1 – Consultoria – 500 €

· Etapa 2 – Informação e Capacitação – 750€

· Etapa 3 – Preparação, Equipamento e Plantação – 4500€

  • Etapa 4 – Manutenção – 750€

Sex, 08/05/2026 - 08:29

Lançamento da campanha

21/04/2026

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