A documentar o impacto da gentrificação nos espaços culturais em Lisboa.
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A documentar o impacto da gentrificação nos espaços culturais em Lisboa.

Estamos a filmar um documentário sobre o impacto da gentrificação nos espaços culturais e associativos de Lisboa

Estamos a filmar um documentário sobre o impacto da gentrificação nos espaços culturais e associativos de Lisboa

Lisboa está a perder os seus espaços culturais mais depressa do que os consegue proteger. Grémio Lisbonense, Sport Clube Intendente, Clube Recreativo dos Anjos, Seara, Os Amigos do Minho, Banco, Crew Hassan, MusicBox, Lounge, Bacalhoeiro, Valsa, Núcleo A70. Todos encerraram portas ou foram despejados nos últimos anos. Alguns mudaram-se sem poder manter os espaços originais. A especulação imobiliária tem disparado rendas, tornando insustentável a permanência destes espaços na cidade. A transformação de muitos destes lugares em hotéis ou alojamentos locais continua a crescer.

A pressão sobre estes espaços não se limita às rendas e despejos. Alguns projetos culturais e associativos têm sido alvo de fiscalizações e rusgas policiais, muitas vezes percebidas como desproporcionais e sem justificação legal, o que tem dificultado a sua continuidade, em alguns casos, levado ao seu encerramento. O Planeta Manas é um desses exemplos.

Acreditamos que é possível imaginar outra cidade. Uma cidade onde os espaços de encontro, cultura e lazer são reconhecidos e cuidados como parte essencial da vida urbana. Onde criar, conviver e celebrar fazem parte da vida comum. Uma cidade que valoriza os seus vínculos humanos, a sua memória coletiva e a cultura que nasce das pessoas que a habitam.

No início deste ano começámos a filmar um documentário onde damos voz a trabalhadores culturais, artistas, investigadores, académicos e movimentos que têm acompanhado de perto as transformações da cidade. Todo este trabalho tem sido possível graças a muitas horas de dedicação voluntária.

Cada contributo faz a diferença para conseguirmos concluir o documentário e levá-lo mais longe, com o objetivo de construir uma Lisboa com mais convívio, comunidade e cultura.

Apoiem a nossa Zona Proibida!

Equipa de montagem do documentário - Beatriz Dinis, Margarida Valença, Inês Dust, Rhuana Pimentel

Sobre o promotor

Descrição do projeto

Zona Proibida nasceu da vontade de aprofundar questões levantadas em dois artigos escritos por Margarida Valença para a revista MIL — “Como travar o fecho dos espaços culturais em Lisboa?” e “A cultura pode salvar a democracia ao devolver-nos comunidade”. O que começou como uma investigação para dois artigos, transformou-se gradualmente num projeto documental coletivo, movido pela necessidade de olhar para estas transformações de forma mais próxima, humana e duradoura.

O projeto procura refletir sobre a forma como a cidade se tem transformado nas últimas décadas e sobre o impacto dessas mudanças na vida cultural, social e comunitária de Lisboa. Interessa-nos perceber de que forma o desaparecimento de espaços culturais altera as dinâmicas urbanas, fragiliza redes de proximidade e reduz os lugares disponíveis para experimentar, criar e conviver fora de lógicas estritamente comerciais.

Através do cruzamento entre testemunhos, arquivo e observação documental, Zona Proibida pretende construir uma memória coletiva destes espaços e das pessoas que lhes deram vida, mas também estimular uma reflexão mais ampla sobre o direito à cidade, o acesso à cultura e a importância dos espaços de encontro para a construção de comunidades mais próximas e participativas.

Mais do que um documentário, queremos que este projeto contribua para alargar a conversa pública sobre o futuro cultural da cidade e para aproximar quem a habita deste debate. Para isso, iremos organizar rodas de conversa e momentos culturais em espaços associativos e independentes, promovendo o encontro entre artistas, investigadores, trabalhadores culturais e habitantes da cidade. Em paralelo, vamos produzir conteúdos para redes sociais e plataformas digitais, para ampliar estas conversas. Mais do que um objeto fechado, queremos que Zona Proibida funcione como um ponto de encontro entre pessoas, experiências e perspetivas diferentes sobre o presente e o futuro da cidade.

O valor deste crowdfunding é um primeiro apoio fundamental para continuarmos a produção do trabalho que temos vindo a desenvolver de forma independente e voluntária. Sabemos que o projeto vai precisar de mais financiamento ao longo do processo, mas este contributo é essencial para nos permitir continuar a filmar, investigar e fazer crescer a Zona Proibida.

 

Ficha Técnica

Equipa de montagem: Beatriz Dinis, Inês Dust, Margarida Valença, Rhuana Pimentel

Realização: Margarida Valença

Assistência de Realização: Inês Dust

Edição: Beatriz Dinis

Assistente de edição: Rhuana Pimentel 

Captação de vídeo: Inês Dust, Rhuana Pimentel, João Veloso

Redes Sociais e Captação de Conteúdos Digitais: João Veloso, Rhuana Pimentel, Beatriz Dinis, Margarida Valença

Design Gráfico e Comunicação: Iolanda Loba

Orçamento e Calendarização

Pesquisa; Entrevistas; Recolha e seleção de material de arquivo –  3000 euros

Design e trabalho de redes sociais – 2500 euros

Custos de produção – 500 euros

 

Pesquisa e entrevistas – até dezembro de 2026

Edição e pós-produção - janeiro a março de 2026

Estreia – maio de 2027

Ter, 21/07/2026 - 14:22

Qui, 09/07/2026 - 12:29

Olá!

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Qui, 11/06/2026 - 16:43

Já somos 20

Já chegámos aos primeiros 20 apoiantes. Vamos continuar!

Sex, 05/06/2026 - 19:35

Primeiros cinco apoiantes

Reunimos os primeiros cinco apoiantes. Força!

Lançamento da campanha

05/06/2026

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  • Zona Proibida

    Olá!

    Olá!

    Queremos começar por agradecer a todas as pessoas que já decidiram apoiar a Zona Proibida. O vosso contributo, as mensagens que nos têm enviado, as partilhas e o entusiasmo com que têm acolhido este projeto significam muito para nós. É muito gratificante perceber que uma ideia que nasceu da vontade de dar visibilidade a este tão importante está a chegar a tantas pessoas, muitas delas que nem conhecemos, e a reunir uma comunidade que acredita na importância de lutar por uma cidade com mais convívio, comunidade e cultura.

    A Zona Proibida nasceu da inquietação perante a transformação de Lisboa e da vontade de refletir sobre o impacto da gentrificação nos espaços culturais, associativos e comunitários da cidade. Nasceu também da sensação de que Lisboa se tem vindo a tornar um lugar onde muitos de nós já não nos reconhecemos, já não a habitamos da mesma forma e, por vezes, já nem nos sentimos em casa.

    O que começou como a ideia de realizar um documentário ganhou, pelo caminho, uma vida própria. Hoje é também um movimento e uma plataforma cívica que procura reunir pessoas em torno deste tema, criar momentos de encontro, de conversa e de diálogo, para encontrarmos respostas e imaginarmos, em conjunto, soluções para transformar Lisboa. Tem sido uma viagem desafiante, mas profundamente gratificante.
    Acreditamos que é cada vez mais urgente voltarmos a ambicionar sonhar. Ambicionar cidades onde possamos viver com dignidade, onde exista espaço para a cultura, para o encontro, para a vida comunitária e para construirmos novos caminhos através do diálogo, da resistência e da ação coletiva.

    Tem-nos enchido o coração ver a forma como tantas pessoas têm recebido este projeto, partilhando connosco as suas memórias, a vontade de colaborar e de construir em conjunto. É essa resposta que nos dá força para continuar.

    Queremos também convidar-vos para o encontro que vamos realizar no dia 26 de julho, nos Jardins de Bombarda, onde teremos a oportunidade de conversar presencialmente sobre o impacto que a gentrificação tem tido no tecido cultural e na vida comunitária de Lisboa. Gostávamos muito de vos encontrar lá.

    Outra novidade é que já estamos a preparar a comunidade destinada às pessoas que apoiaram a campanha e escolheram as recompensas que dão acesso aos conteúdos exclusivos da Zona Proibida. Estamos ainda a definir qual será a plataforma (como o Slack ou o Discord), mas a ideia é criar um espaço onde possamos partilhar o making of do documentário, as entrevistas completas, atualizações do projeto, materiais de bastidores e, acima de tudo, continuar esta conversa convosco ao longo de todo o processo.

    Só conseguiremos lançar esta comunidade depois de terminar a campanha. Nessa altura, iremos organizar todas as recompensas e enviar um e-mail às pessoas elegíveis com toda a informação para acederem ao espaço.

    Só conseguiremos lançar esta comunidade depois de terminar a campanha. Nessa altura, iremos organizar todas as recompensas e enviar um e-mail às pessoas elegíveis com toda a informação para acederem ao espaço.

    Ainda temos 26 dias de campanha pela frente. Graças ao vosso apoio, já angariámos 1.591 €, mas ainda nos faltam 4.409 € para atingir a meta dos 6.000 € e garantir que conseguimos dar continuidade a este projeto da forma que imaginamos.

    Se puderem, ajudem-nos a dar este último impulso. Partilhem a campanha com amigos, familiares e outras pessoas que possam identificar-se com este projeto. Cada partilha pode chegar à pessoa certa e cada contributo, por mais pequeno que seja, faz verdadeiramente a diferença.
    Por fim, deixamos também o registo da conversa de apresentação da Zona Proibida, que aconteceu no dia 23 de maio, no MIL Cultura e Política. Se vos apetecer conhecer melhor o projeto e ouvir a conversa na íntegra, podem fazê-lo através do link abaixo no Youtube ou Spotify.

    https://linktr.ee/zona_proibida_lisboa

    Obrigado por caminharem connosco e por acreditarem que é possível imaginar e construir uma cidade mais viva, justa e mais humana.

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