A tempestade Kristin atingiu o Hospital de Alcobaça, causando danos e infiltrações nas infraestruturas, degradando espaços em áreas críticas.
Ajude a reconstruir este espaço fundamental nos cuidados de saúde essenciais à comunidade.
O Hospital de Alcobaça faz parte da vida da comunidade. É um espaço onde, diariamente, se prestam cuidados de saúde essenciais, onde se acompanha quem mais precisa e onde muitas famílias encontram apoio em momentos particularmente difíceis.
Recentemente, a passagem da tempestade Kristin veio alterar essa realidade.
Os danos causados na unidade hospitalar obrigaram à reorganização célere dos serviços e à implementação de soluções provisórias, de forma a assegurar a continuidade assistencial. Não obstante o esforço das equipas de saúde, estas condições têm originado constrangimentos ao nível do funcionamento e da qualidade do ambiente assistencial, tendo-se verificado a ocorrência de óbitos em contexto provisório, o que reforça a necessidade de garantir condições estruturais adequadas para um acompanhamento digno em fim de vida.
Há serviços que continuam a operar com constrangimentos, em espaços que não foram pensados para dar resposta às necessidades atuais. Esta situação afeta não só a qualidade dos cuidados prestados, mas também a experiência de quem recorre ao hospital num momento de fragilidade.
A recuperação destas infraestruturas tornou-se, por isso, urgente!
Esta campanha surge como uma resposta a essa necessidade, com o objetivo de mobilizar toda a comunidade — cidadãos, empresas e instituições — para apoiar a reabilitação do hospital. Trata-se de um esforço coletivo para devolver a este espaço as condições de segurança, funcionalidade e dignidade que devem caracterizar qualquer unidade de saúde.
Cada contributo tem um impacto real. Permite avançar na reconstrução, melhorar as condições de trabalho dos profissionais e, sobretudo, garantir que cada doente é acompanhado num ambiente adequado, seguro e humano.
Mais do que recuperar um edifício, esta é uma oportunidade de reforçar um serviço essencial e de mostrar que, em momentos difíceis, a comunidade consegue unir-se e fazer a diferença.
Ao contribuir para esta campanha, está a ajudar a reconstruir o Hospital de Alcobaça e a assegurar que este continua a ser um pilar fundamental de apoio à população.
Sobre o promotor
A Unidade Local de Saúde da Região de Leiria (ULSRL) é uma entidade pública integrada no Serviço Nacional de Saúde, responsável pela prestação de cuidados de saúde à população da região de Leiria. A sua missão assenta na garantia de cuidados acessíveis, de qualidade e articulados, promovendo uma resposta integrada entre os cuidados de saúde primários, hospitalares e continuados, com foco no bem-estar da população.
No âmbito da sua atividade, a ULSRL assegura a gestão e funcionamento de diversas unidades de saúde, entre as quais o Hospital Bernardino Lopes de Oliveira (HABLO), em Alcobaça.
O HABLO é um hospital de proximidade com um papel fundamental no apoio à população dos concelhos da zona oeste do distrito. Com uma longa história ao serviço da comunidade, esta unidade assegura um conjunto diversificado de serviços, incluindo consulta externa, internamento, cuidados paliativos, urgência básica e meios complementares de diagnóstico. Destaca-se pela sua proximidade aos utentes e pela prestação de cuidados humanizados, particularmente relevantes em situações de maior vulnerabilidade clínica.
Orçamento e Calendarização
O valor total estimado para a intervenção é de 765.000€, contemplando todas as componentes necessárias à recuperação das áreas afetadas e à reposição das condições adequadas de funcionamento do Hospital de Alcobaça.
O investimento divide-se nas seguintes componentes principais:
Estaleiro e trabalhos preparatórios – 55.000€
Incluem a instalação de estaleiro, medidas de segurança, organização do espaço de obra e todas as ações necessárias para preparar a intervenção, garantindo condições adequadas para o desenvolvimento dos trabalhos.
Execução da intervenção (arquitetura) – 620.000€
Corresponde à principal componente do investimento, englobando os trabalhos de reabilitação e reconstrução das áreas afetadas, nomeadamente:
• Reparação de coberturas e eliminação de infiltrações;
• Reabilitação de espaços interiores afetados;
• Substituição e recuperação de elementos construtivos degradados;
• Reposição das condições de funcionalidade e segurança dos serviços.
Arranjos exteriores – 55.000€
Englobam a requalificação das áreas exteriores afetadas, assegurando condições adequadas de acesso, segurança e enquadramento do edifício.
Estabilidade estrutural – 35.000€
Inclui intervenções necessárias para garantir a segurança estrutural do edifício, assegurando a sua integridade e durabilidade após os danos provocados.
A despesa de cada rubrica é repartida de forma proporcional e uniforme ao longo dos meses correspondentes ao seu período de execução, sendo a calendarização apresentada de seguida.
A execução do projeto está estruturada numa sequência faseada, com início em julho de 2026 e conclusão prevista para março de 2027, integrando fases administrativas e de execução da obra.
Numa fase inicial, será desenvolvido o procedimento de contratação pública, com uma duração aproximada de 2 meses, incluindo concurso, análise de propostas, adjudicação e formalização do contrato. Esta etapa é essencial para garantir a seleção da entidade executante e o cumprimento dos requisitos legais.
Concluída esta fase, inicia-se a empreitada, com uma duração global aproximada de 6 meses. Durante a fase de obra, as diferentes rubricas desenvolvem-se da seguinte forma:
Estaleiro e trabalhos preparatórios – Mês 1 a 6
Esta componente decorre de forma contínua ao longo de todo o período de execução (6 meses), com um investimento mensal constante. Esta abordagem assegura o funcionamento permanente do estaleiro, as condições de segurança e o suporte logístico necessário ao desenvolvimento da obra.
Execução da intervenção (arquitetura) - Mês 1 a 6
Também distribuída uniformemente ao longo dos 6 meses, um planeamento que reflete a natureza contínua dos trabalhos de reabilitação, que evoluem progressivamente desde as fases iniciais até à conclusão da intervenção.
Arranjos exteriores - Mês 4 a 6
Os trabalhos associados a esta componente estão previstos apenas para a fase final da intervenção (após mês 4), posterior à conclusão das principais atividades de construção. Esta calendarização permite evitar interferências com a obra e assegurar a correta finalização dos espaços exteriores.
Estabilidade estrutural - Mês 1 a 2
Esta rubrica concentra-se essencialmente na fase inicial do projeto (primeiros 2 meses), período em que são realizadas as intervenções mais críticas ao nível estrutural. Esta priorização garante a segurança do edifício e cria as condições necessárias para o avanço dos restantes trabalhos.