"E Morreram Felizes para Sempre" é um espectáculo imersivo, que decorre em 27 salas de um edifício no Hospital Júlio de Matos. Estreou em Abril, com o LisbonWeek, e agora prepara-se para lançar uma segunda temporada, a partir de Setembro, com algumas novidades, mais salas e ainda mais segredos.
O Hospital Júlio de Matos impulsionou a reinvenção da história de D. Pedro I e Inês de Castro e a sua recriação numa experiência performativa que resultou na fusão desta tragédia amorosa com a invenção da lobotomia, por Egas Moniz, vencedor do Nobel da Medicina em 1949.
Ligação nada óbvia, mas nada melhor do que o «nada óbvio» para impulsionar a supremacia da ficção sobre a História. Nesta perspectiva, este trabalho não pretende uma narrativa «controlada» que descreva verdades «biográficas» conduzidas pelo maquinal da razão ou do gosto. O cruzamento de ambas as realidades tem como objectivo despertar a dimensão sensorial dos intervenientes (actores/espectadores), conduzi-los a um estado primordial, libertá-los da razão prática do quotidiano.
O conceito de teatro imersivo proporciona essa experiência. A peça confunde-se com as instalações, levando o espectador a fundir-se com a ficção, contrariando a experiência convencional que reduz a performance teatral a um palco, a alguns actores e a uma plateia. As fronteiras entre a realidade e a imaginação diluem-se. E imagens que nos pertencem, isto é, que pertencem à identidade nacional, ganham novas dinâmicas, ficam entregues à imaginação do público.
De um ponto de vista artístico, optámos pelo cruzamento disciplinar entre teatro, dança, música e instalação, criando um universo coerente e fluido, que permite a imersão no verdadeiro sentido da palavra. Cada disciplina serve o mesmo objectivo, o de provocar no visitante a ilusão de fazer parte da história, sendo para isso fundamental uma actuação ao nível dos cinco sentidos.
O espectáculo estreou em Abril, com o LisbonWeek, teve mais de 3.000 visitantes e agora prepara-se para lançar uma segunda temporada, a partir de Setembro, com algumas novidades, mais salas e ainda mais segredos. Contamos com o apoio de todos para fazer ainda mais e melhor.
Para mais informação.
Sobre o promotor
Encenadora: Ana Padrão - Trabalhou com grandes realizadores, desde o Joaquim Leitão, João César Monteiro, José Fonseca e Costa, Raoul Ruiz, entre outros. Estreia-se em televisão com a novela “Passarelle”. Com o sucesso do telefilme “Amo-te Teresa” em que foi protagonista, seguiram-se muitos outros projectos na tv, desde o “Ballet Rose”, “Mistura Fina”, Love Online”, “Espírito Indomável”. Em Teatro, em 1986 íntegra a premiada peça “Mãe Coragem” de Bertolt Brecht com encenação de João Lourenço, e mais recentemente esteve em cena com as peças “Hannah e Martin” de kate Fedor, para o Teatro Aberto, e “As Lágrimas Amargas de Petra von Kant” de Fassbinder, com encenação de António Ferreira.
Coreógrafa e Direcção Movimento: Catarina Trota - Do meu percurso recente destaco projectos em que a dança propõe a participação do público:“Say Something”by H2Dance Company que integrei como bailarina (e voz); “Big Dance Bubble: Portavillion”, Big Dance, onde o objecto cenográfico e o lugar constituíram pontos de comunicação e interação com o público; laboratório de movimento com Tino Sehgal em preparação para “these associations” at Tate Modern; “Quicksilver” by Cholmondeleys for Tate Modern 10thBirthday, Em Portugal destaco as peças “Au Gaciar!” pelo Trigo Limpo Teatro Acert e “The Scum Show”, “O Terceiro Homem”, “O Homem Vazio” e “A Metamorfose” pela Inestetica Companhia Teatral. “E Morreram Felizes para Sempre” encontrou-me na vontade de voltar a fazer movimento para teatro, na possibilidade de explorar o potencial dramático de padrões emocionais e ritmos de linguagem não-verbal.
Cenografia: Rui Francisco - Fundador do Atelier OXALIS, arquitectura e cenografia, membro da Ordem dos Arquitectos e membro fundador da APCEN - Associação Portuguesa de Cenografia. É co -autor do Projecto de Arquitectura do Museu do Oriente com Carrilho da Graça, premiado como Melhor Museu Português de 2009. No cinema, destacam-se as cenografias para o documentário Quem vai À Guerra de Marta Pessoa. Em ficção televisiva, Vila Faia, Liberdade 21, Cidade Despida, Depois do Adeus e Sol de Inverno e Mar Salgado de Patrícia Sequeira. Autor de vários espaços cénicos, destaca: A Casa dos Anjos, (Melhor texto português em cena, Prémio Autores SPA/RTP 2010) e Harper Regan com Ana Nave; Menino ao Colo e Serviço D’ Amores (Menção Especial da APCT – Associação Portuguesa de Críticos de Teatro, 2004) e Vénus de Vison com Marta Dias (Nomeação Melhor Trabalho Cenográfico, Prémio Autores SPA/RTP 2013. É Cooperante e faz parte da Direcção Artística do Teatro o Bando.
Orçamento e Calendarização
O espectáculo já estreou, em Abril, mas precisa de apoio para uma segunda temporada, que começaria no dia 12 de Setembro. Acima de tudo, o objectivo é dar acesso a mais pessoas, essencialmente jovens, financiando-lhes o preço dos bilhetes (já que o valor do bilhete standard é de 35 euros).
Sendo assim, os fundos seriam para o lançamento de campanhas de comunicação em facebook, com a oferta de códigos de desconto, a serem utilizados no site Ticketline. Deste modo estaríamos a massificar o acesso a este conceito inovador.
Estimamos as seguintes necessidades:
Número de campanhas em facebook: #5 / Valor total das Campanhas (promoted posts): 1.000 euros
Quantidades de e-coupons de 10 euros: 400/ Valor total dos descontos: 4.000 euros
TOTAL DO INVESTIMENTO: 5.000 euros
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