Brincar em Liberdade: de pequenino é que se começa!
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Brincar em Liberdade: de pequenino é que se começa!

Este Projeto valoriza o movimento, a exploração do espaço exterior e a vivência de riscos controlados, promove oportunidades de aprendizagem significativas, contribuindo para o ...

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  • Esta campanha iniciou-se em 08/07/2026 e só será financiada se angariar um mínimo de 35 000€ até 05/10/2026 - 18:00

Este Projeto valoriza o movimento, a exploração do espaço exterior e a vivência de riscos controlados, promove oportunidades de aprendizagem significativas, contribuindo para o desenvolvimento motor, emocional, social e cognitivo das crianças.

A tempestade Kristin provocou danos relevantes nos ecossistemas urbanos da Marinha Grande e de Leiria, afetando de forma significativa os espaços verdes integrados nos estabelecimentos de ensino. Esta realidade criou não apenas a necessidade de recuperar áreas naturais destruídas, mas também a oportunidade de repensar a relação da comunidade escolar com o ambiente, promovendo novas dinâmicas de aprendizagem em contexto real.

O projeto “Brincar em Liberdade” assume a aprendizagem como um processo ativo, autónomo, inclusivo e significativo, reconhecendo o papel determinante do ambiente educativo na construção do conhecimento, no desenvolvimento integral da criança e na promoção do seu bem‑estar. Partindo desta visão, a criação de ambientes exteriores de jogo livre e desafiador, inspirados nas reflexões e contributos do Professor Carlos Neto sobre a importância do brincar, do movimento e da relação com o espaço exterior, vem aprofundar e alargar uma abordagem pedagógica que coloca a criança no centro do processo educativo.

A presente proposta foi igualmente inspirada no modelo Anji Play, desenvolvido na região de Anji, na China, e que tem vindo a ganhar reconhecido destaque pedagógico a nível internacional, pela valorização do brincar livre, do movimento, da autonomia e do respeito pelas capacidades das crianças.

Estes ambientes reforçam uma pedagogia centrada na criança, assente no respeito pelos seus ritmos, interesses, necessidades e capacidades, promovendo contextos ricos em oportunidades de exploração, descoberta e experimentação. O contacto regular com o espaço exterior e com materiais abertos e transformáveis favorece o bem‑estar físico e emocional, estimula a curiosidade natural, desenvolve a confiança e contribui para a construção de uma relação positiva com a aprendizagem.

Ao valorizar o brincar como experiência fundadora da aprendizagem, o projeto reconhece a criança como sujeito competente, capaz de agir de forma intencional, explorar o mundo que a rodeia, tomar decisões, cooperar com os outros, enfrentar desafios e assumir riscos de forma progressivamente consciente. Esta perspetiva atribui ao brincar um estatuto pedagógico pleno, entendendo‑o como um processo complexo de construção de significado, e não como mera ocupação do tempo.

O projeto “Brincar em Liberdade” contribui, assim, para a construção de uma escola mais humana, inclusiva e promotora de sucesso educativo, onde todas as crianças têm oportunidades reais de participar, explorar, aprender e desenvolver-se de forma plena, respeitando a diversidade e garantindo o direito fundamental ao brincar.

Fundamentação Científica e Técnica

Sustentados nas palavras do Professor Carlos Neto, “a criança saudável tem os joelhos esfolados”, refere mais adiante que a redução do tempo dedicado à atividade física “e ao brincar em contextos familiares, escolares e comunitários, e, em especial, em espaços exteriores” (2020), tem vindo a comprometer o desenvolvimento motor, a autonomia, a capacidade de autorregulação e o bem-estar global da criança, afastando-a de experiências fundamentais para a construção de uma infância saudável e equilibrada.

O brincar no exterior constitui‑se como um poderoso contexto educativo para o desenvolvimento de competências cognitivas, sociais, emocionais e motoras, favorecendo a autonomia, a iniciativa, a cooperação, a comunicação, a resolução de problemas, a criatividade e a autorregulação. O movimento, o corpo, a relação com o espaço, com os materiais e com os outros tornam‑se elementos centrais da aprendizagem, potenciando experiências ricas, significativas e duradouras.

Deste modo, o recreio e os espaços exteriores deixam de ser entendidos apenas como momentos ou locais de pausa entre atividades formais, passando a afirmar‑se como ambientes educativos intencionais, pensados, organizados e pedagogicamente reconhecidos. Neles, o brincar é legitimado como uma forma essencial de aprender, comunicar, cooperar e construir conhecimento, em estreita articulação com o currículo, com as práticas de leitura, de expressão artística e corporal, de cidadania e de inclusão.

As escolas

Sobre o promotor

Resultou da agregação do Agrupamento de Escolas Prof. Alberto Nery Capucho com a Escola Secundária Pinhal do Rei no dia 24 de abril de 2013, englobando a Educação Pré-Escolar, o Ensino Básico e o Ensino Secundário (Regular e Profissional. O Agrupamento é composto por várias unidades orgânicas:

Educação Pré-Escolar

Básico

Ensino Secundário

1.º CEB

2.º CEB

3.º CEB

 

JI Boavista

JI Comeira

JI Engenho

JI João Beare

JI Pedrulheira

JI Pilado

JI Trutas

EB Albergaria

EB Comeira

EB Engenho

EB João Beare

EB Nery Capucho

EB Picassinos

EB Pilado

EB Trutas

EB Nery Capucho

EB Nery Capucho

ES Pinhal do Rei

ES Pinhal do Rei

O Agrupamento presta o serviço académico a 2124 alunos distribuídos por 28 nacionalidades.

A diversidade de público, resultante do crescimento multicultural da cidade, conjugada com o aumento da escolaridade obrigatória para os 18 anos, requer da parte dos agentes educativos estratégias que contribuam para a resolução dos problemas relacionados com o insucesso e o abandono escolar, promovendo uma inclusão social eficaz.

O Agrupamento dispõe de recursos técnicos pedagógicos e equipamentos fundamentais que proporcionam a qualidade das aprendizagens dos alunos. Conta com os serviços de Educação Especial, os serviços de Psicologia e Orientação e os serviços de Terapia da Fala. O Agrupamento tem três bibliotecas integradas na rede de Bibliotecas Escolares (Nery Capucho, Pinhal do Rei e EB João Beare) e duas Mediatecas (EB Comeira e EB Engenho).

O AEMGN aposta numa Escola Inclusiva que visa atender à diversidade das necessidades dos alunos, onde cada um tem oportunidade de encontrar respostas educativas de acordo com as suas expectativas e potencialidades. Assim, um dos grandes desafios consiste em adequar os processos de ensino às características e condições individuais de cada aluno, através da mobilização de medidas de suporte à aprendizagem e à inclusão e de meios para que todos os alunos tenham acesso ao currículo e às aprendizagens.

O AEMGN assegura o apoio a alunos com necessidades específicas, estando distribuídos pelos diferentes ciclos de ensino, desde o ensino Pré-escolar até ao décimo segundo ano. O centro de apoio à aprendizagem acolhe a valência de apoio especializado à multideficiência no 3.º CEB e Secundário e estando a ser criada a valência para o 2.º CEB.

4.1. Estabelecimentos educativos abrangidos

Serão abrangidos os 7 estabelecimentos educativos da rede pré-escolar do Agrupamento:

Orçamento e Calendarização

Descrição Técnica da Intervenção

A intervenção será organizada em quatro etapas sequenciais:

5.1 Etapa 1 – Diagnóstico e Coconstrução da Visão

  • Análise dos espaços exteriores existentes;
  • Envolvimento de crianças, docentes, assistentes e famílias;
  • Definição colaborativa das zonas de jogo.

5.2 Etapa 2 – Organização do Espaço e Materiais

  • Seleção e aquisição/construção de materiais;
  • Organização flexível, sem percursos rígidos;
  • Garantia de segurança funcional, sem eliminar o desafio.

5.3 Etapa 3 – Formação e Sensibilização

  • Introdução aos princípios do Anji Play;
  • Observação pedagógica e documentação;
  • Articulação com práticas curriculares e de leitura.

5.4 Etapa 4 – Dinamização, Acompanhamento e Sustentabilidade

  • Avaliação contínua do uso dos espaços;
  • Rotação e renovação de materiais;
  • Partilha de boas práticas na comunidade educativa.

 

6. Tipologia de Recursos e Materiais

Os espaços exteriores organizam-se em zonas abertas, flexíveis e transformáveis, recorrendo a materiais não estruturados, robustos e inclusivos, nomeadamente:

  • Blocos grandes de madeira;
  • Tábuas, troncos, rolos, caixas;
  • Pneus, cordas, rampas;
  • Tecidos resistentes;
  • Pedras, areia, água;
  • Materiais reciclados seguros;

Os materiais não têm uma função pré‑definida, permitindo múltiplas soluções e leituras pelas crianças.

No entanto, para a realização de algumas atividades que envolvem riscos controlados, é necessária a existência de um piso de amortecedor em borracha, que permita reduzir o impacto das quedas e minimizar a ocorrência de acidentes.

 

7. Etapas de Implementação e Orçamento

A requalificação de cada um dos espaços implica a concretização das etapas indicadas abaixo com uma previsão de custos associados em cerca de 5 000€ por espaço que permite a reconfiguração do espaço, incluindo a criação de uma zona com piso amortecido, com cerca de 100m2, a aquisição de equipamento realização de ações formação e sensibilização, de dinamização, acompanhamento e sustentabilidade do projeto. Para a intervenção nas três escolas o custo estimado é de 35 000€.

Etapa

Descrição

Valor

1

Consultoria

500 €

2

Preparação, Equipamento e Plantação

4 500 €

Total: 5 000 €

   

Qui, 09/07/2026 - 10:15

Lançamento da campanha

08/07/2026

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