O objetivo desta campanha é dotar o nosso Pavilhão de um novo piso. O anterior sofreu danos irreparáveis na noite da tempestade, na sequência do desabamento parcial da cobertura. A entrada de água tornou a sua substituição irreversível.
O Pavilhão Gimnodesportivo da ADR Barreiros era a nossa "menina dos olhos". Para uma aldeia de média dimensão, que nem sequer é sede de freguesia, edificar uma obra desta envergadura começou por ser apenas uma quimera.
O tempo, porém, e a teimosia incomensurável de uma comunidade acabaram por dar corpo a um espaço de que certamente nos vamos continuar a orgulhar durante várias gerações.
No entanto, o nosso Teatro dos Sonhos, que supúnhamos ser uma fortaleza inexpugnável, cedeu aos desígnios da natureza. A algazarra dos mais jovens deixará de se ouvir por tempo indeterminado, o espírito de superação dos mais crescidos cumprirá um longo período de nojo.
O que demorou anos a erguer, fruto do empenho e voluntarismo de muitos, quando a carolice não era palavra vã, desabou numa noite de pesadelo. As memórias que soubemos ali construir durante quase três décadas de conquistas, não podem apagar-se de forma tão abrupta e inesperada.
A nossa dor é a de muitas outras coletividades.
O desafio parece gigantesco, mas não nos pode tolher a ambição.
Honrar a memória de todos os que conbtribuíram para tal cometimento não nos deixa alternativa! Desistir nunca foi opção!
Querem um exemplo?
Dois dias depois da data fatídica, ainda tentámos "vingar-nos" dos efeitos da intempérie.
Mesmo sabendo que lá em cima, reunidos em mais um "Conselho das Tempestades, Furacões e outras Coisas Más", a Kristin, o Leonardo, a Marta e mais uns quantos que se perfilvam, respeitando a ordem alfabética, para nos atazanar a alma e testar a paciência, devem ter olhado cá para baixo, numa pausa para café (embora nos pareça que nem tempo tenham para esses luxos …) e pensado …
- Que estão aqueles tolos a fazer lá em baixo?
Sabem o que via, aquela cambada de malfeitores, lá do alto?
Uma trupe valente e teimosa, de vassouras e rodos na mão, espremendo esfregonas, despejando baldes em série, esticando telas e plásticos, discutindo planos de ação, improvisando soluções que podiam ruir a qualquer momento.

Quando o bom senso aconselhava recolhimento, muitos ousaram sair de casa. Quando a sensatez recomendava prudência, alguns desafiaram as mais elementares regras e cuidados de segurança.
Novos e mais velhos, homens e mulheres, atletas e frequentadores de bancada, muitos responderam ao nosso apelo, fazendo Prova de Vida de uma instituição que caminha para o meio século, na defesa do seu bem material mais precioso.
Tanta vontade, tanto espírito de entreajuda, porém, nada puderam perante o mal feito.
A hora é de convocar ajudas maiores. Por isso aqui estamos, humildemente!
