ANTÍGONO, UMA ÓPERA SEM MEMÓRIA

ANTÍGONO, UMA ÓPERA SEM MEMÓRIA

DIVINO SOSPIRO precisa da ajuda dos seus amigos e apoiantes para realizar este importantíssimo triplo CD.

  • 3295

    angariado

    110% de 3 000€

    68 apoiantes

  • 02/01/2014

    Terminado a

  • Financiado

    Esta campanha foi totalmente financiada

DIVINO SOSPIRO precisa da ajuda dos seus amigos e apoiantes para realizar este importantíssimo triplo CD.

ANTÍGONO, UMA ÓPERA SEM MEMÓRIA

Com o grande terramoto de Lisboa em 1755 muito ficou destruído: sonhos, vontades e esperanças de uma nação. No fatídico 1 de Novembro daquele ano, desapareceu a imagem de uma sociedade estética e economicamente poderosa. A ópera ANTÍGONO (1755) de António Mazzoni, faz parte de forma paradigmática, dessa imagem cristalizada. A produção operática do século XVIII representa uma das épocas de ouro da vida cultural portuguesa de todos os tempos. Na glória do barroco o tempo transforma-se em eternidade. O hiato temporal a que a natureza condenou ANTIGONO foi imerecido castigo. Este tão esperado projecto discográfico da orquestra barroca DIVINO SOSPIRO pode ser definido como um acto inaugural de resgate e reconstrução, um sopro de vida no que apenas existia em papel, uma recuperação da memória histórica da cultura portuguesa.

DIVINO SOSPIRO precisa da ajuda dos seus amigos e apoiantes para realizar este importantíssimo triplo CD que pretende restituir uma obra crucial ao património musical português, ressuscitada em todo o seu esplendor mais de 250 anos depois da sua estreia.

ANTÍGONO de Antonio Mazzoni foi a última ópera estreada em Lisboa antes do terramoto. A malograda Casa da Ópera do Paço da Ribeira (Ópera do Tejo) assinada pelo grande arquitecto Giovanni Carlo Bibiena (1717-1760) – inaugurada em Março de 1755 e destruída precisamente pelo terramoto poucos meses depois – foi o único espaço que assistiu à interpretação desta obra sublime. No elenco, brilharam o tenor virtuoso Gregorio Babbi e os famosos castrati Gaetano Guadagni e Gaetano Majorano Caffarelli, figuras disputados pelas grandes cortes de toda Europa. ANTÍGONO foi a terceira e última produção da efémera Ópera do Tejo, e igualmente uma das poucas composições sobreviventes de Antonio Mazzoni (1717-1785). O libretto, da autoria de um dos maiores poetas do século XVIII, Pietro Metastasio, foi um dos preferidos pelos compositores da época.

A partitura de Mazzoni, uma preciosa página da história de Portugal, renasce do esquecimento com o novo CD DIVINO SOSPIRO, numa edição da internacional Dynamic. Esta gravação, consequência da aclamada estreia mundial moderna da ópera ANTÍGONO em Janeiro de 2011 no Grande Auditório do CCB, apresenta um cast vocal de excelência, com grandes nomes da cena musical nacional e internacional como Michael Spyres (Antigono), Ana Quintans (Ismene), Pamela Lucciarini (Demétrio), Geraldine McGreevy (Berenice), Martin Oro (Alessandro) e Maria Hinojosa Montenegro (Clearco). A direcção musical é de Enrico Onofri, uma indiscutível referência mundial para este repertório.

Sobre o promotor

Divino Sospiro é um agrupamento musical fundado acima da qualidade e da fidelidade da interpretação, que enfrenta o repertório antigo com o objectivo de  acordar um novo gosto estetico, uma nova paixão pelo “ouvir”, uma nova reflexão sobre o objectivo da música e dos músicos.

Aproximando-se ao seu 10º Aniversario (Abril de 2014), Divino Sospiro já percorreu um caminho que, para uma orquestra de câmara parecia impossível de percorrer em Portugal. Desde a sua criação já participou em alguns dos mais prestigiados festivais e temporadas nacionais incluindo CCB, Fundação Calouste Gulbenkian, CNB, Teatro Nacional de São Carlos, Festa da Música, Dias da Música, Festival de Música de Leiria, Guimarães 2012, assim como no estrangeiro, no Festival d’Ile de France, Folle Journée de Nantes, Folle Journée au Japon, Festival Varna Summer (Bulgária), Fevereiro Lírico em San Lorenzo de L’Escorial, Auditório Nacional (Espanha), Mozartiana Festival Gdansk (Polónia) e o conceituado Festival d’Ambronay (França).

Foram muitos os registos e gravações deste agrupamento, entre os quais destacamos Radio France, Antena 2, RTP, RNE;  o CD para a editora japonesa Nichion com repertório dedicado a W. A. Mozart  que mereceu o galardão de bestseller naquele país;  os concertos divulgados pela TV Mezzo.

“Os Divino”, como simpaticamente são chamados os músicos do agrupamento, ocupam hoje um lugar incontornável na vida musical de Lisboa e do País, sendo reconhecidos pela sua entrega, curiosidade e pela forma viva e intensa com que abordam o desafio da interpretação musical historicamente informada. Estes fatores, com a passagem dos anos foram-se tornando a imagem de marca do grupo. Atualmente, o repertório da orquestra não se restringe apenas ao período barroco, tendo-se alargado também aos períodos clássico e até romântico, com algumas incursões pela música contemporânea.

Divino Sospiro conta com a participação frequente dos prestigiados artistas E. Onofri, G. Bertagnolli, D. York, C. Banchini, C. Pluhar, R. Alessandrini, M. C. Kiehr, A. Pendatchanska, K. e M. Labèque, C. Coin, E. Kirkby, só para citar alguns deles. Sob a direção artística de Massimo Mazzeo,  Divino Sospiro orgulha-se de ver o seu repertório e o número dos seus concertos aumentarem ao longo dos anos, numa diversidade de formações que vai desde o agrupamento de câmara até a uma orquestra de ópera.   

Divino Sospiro é actualmente Orquestra em Residência no Centro Cultural de Belém, em Lisboa, sendo este facto de fundamental e recíproca importância para o desenvolvimento de uma realidade artística de elevada qualidade a nível internacional. Habitualmente conta com a direção de Enrico Onofri, maestro oficial do agrupamento.

Desde a sua fundação, Divino Sospiro tem apostado na internacionalização, o que coloca este agrupamento na vanguarda da divulgação do património cultural português e dos seus intérpretes, através das suas digressões e pelos festivais mais importantes. Dos seus compromissos futuros merece destaque a estreia nos festivais de Bremen (Alemanha) e Helsinquia (Finlândia).

Em 2011 apresentou em estreia mundial moderna no Centro Cultural de Belém a ópera Antigono de Antonio Mazzoni. Em Fevereiro de 2012 estreiou a edição crítica da oratória de Pedro António Avondano Morte d’Abel, e em Setembro de 2013 a estreia mundial moderna da oratória Gioas Re di Giuda, que adicionam mais um fragmento para a recontituição da figura deste compositor na história da música em Portugal.

Em Dezembro de 2011 o ensemble teve a sua primeira apresentação na Temporada da Fundação Calouste Gulbenkian, participando ao evento que recupera a tradição setecentista do Te Deum na vespera de São Silvestre (em directo pela RTP). A partir de 2012 Divino Sospiro começou um projecto de colaboração com esta intituição com vista à apresentação de várias obras do património musical português que serão apresentadas em Portugal e no estrangeiro.  

Durante 2012 Divino Sospiro apresentou a seu novo trabalho discografico 1700, O Seculo dos Portugueses para a etiqueta transalpina Dynamic. O CD recebeu críticas entusiasmadas por parte do público e a crítica internacional, e foi classificado como “...um disco soberbo...”

Em 2013 Divino Sospiro abriu no Palácio Nacional de Queluz o Centro de Estudos Setecentistas em Portugal, em colaboração com a empresa Parques de Sintra – Monte da Lua. A temporada de concertos associada à esta iniciativa tema direcção artística de Massimo Mazzeo. Desde a sua primeira edição em Março de 2014 conta com a participação de vários artistas nacionais e internacionais (Pedro Burmester, Divino Sospiro, Christophe Coin, Alexander Lonquich, Orquestra Gulbenkian), constituindo uma das maiores novidades da vida musical portuguesa.

Orçamento e Calendarização

As principais despesas para com a produção do CD ANTÍGONO (caixa 3 CD's, duração 205 min.) da orquestra barroca Divino Sospiro estão relacionadas ao trabalho de edição e postediting do produto. Hoje em dia as casas discográficas internacionais que trabalham na área da música clássica só aceitam distribuir e vender os cd's já prontos e os custos da produção do master da gravação são inteiramente suportados pelos artistas. A orquestra barroca Divino Sospiro e a sua homónima associação decidiu investir neste importante projecto discográfico que enriquece o património musical português. Contudo, a orquestra não tem possibilidade de enfrentar todas as despesas necessárias para a finalização do trabalho discográfico, para que decidiu fazer esta campanha de crowdfunding e pedir a ajuda dos seus fãs e apoiantes. Orçamento Direcção artística da gravação 800€ Aluguer de equipamento e prestação técnica 3000 € Processo de mistura e masterização 3000€ Produção 1000€ Notas do musicólogo para o folheto (booklet) 500€ Tradução do texto musicológico de português para quatro linguas 500€ Total 8800€ Neste orçamento não estão incluídas as despesas de impressão e distribuição suportadas pela casa discográfica Dynamic, nem os honorários artísticos dos músicos e cantores envolvidos. O prazo da execução e a saída do produto discográfico estão previstos para a época de Natal de 2013.

Seg, 25/01/2021 - 03:56

02/01/2014

Campanha terminou

Os fundos foram totalmente angariados com sucesso

Qua, 11/12/2013 - 12:02

Gazeta dos Artistas

A Gazeta dos Artistas pubicou um artigo sobre esta campanha, visível aqui: http://www.gazetadosartistas.pt/?p=29827

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Lançamento da campanha

04/11/2013

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