Objectivos realistas

Tens uma ideia genial. A tua mãe concorda que é genial. Os teus amigos (alguns) dizem-te para avançares pois vão-te apoiar. Perfeito. Fazes o trabalho de casa, pedes uns orçamentos optimistas, tiras umas fotografias, fazes um vídeo catita, preenches a campanha, e colocas no objectivo a soma dos teus cálculos, ou seja, aquilo de que vais precisar para concluir o teu projecto mais aquilo que gastarás com as tuas recompensas. Tudo parece encarreirado para um tremendo sucesso! E depois recebes uma sugestão nossa a dizer-te para baixares o valor do objectivo, dizendo que os 30 000€ que colocaste como meta são na verdade 10x superiores à média angariada na PPL...
Ter ideias e preparar a campanha o melhor possível não é suficiente quando o nosso objectivo é realmente elevado. Aí as regras do jogo são outras. Ora vejamos:
Se calcularmos que em média os donativos rondam os 30€, depressa percebemos que neste caso precisaríamos que cada uma das 1000 pessoas doasse 30€ para financiar esta campanha; e o número médio de apoiantes ronda os 60.
Outra maneira de colocar o objectivo em perspectiva, é se pensarmos que o prazo máximo da campanha são 2 meses (com possibilidade de extensão por mais 2 semanas). Tendo isto em consideração, vemos que por dia teriam de entrar na campanha 500€. Ou seja, um dia a zeros teria de ser seguido por um dia com 1000€.
Tudo isto é realmente difícil de conseguir, especialmente se pensarmos que talvez apenas 1% das pessoas que a campanha alcance irá de facto apoiá-la. Se precisamos de 1000 pessoas a apoiar, então depressa percebemos que teremos de chegar a umas incríveis 100 000 pessoas!
Visto que apenas receberás o valor angariado se atingires o objectivo, e dado que poderás sempre ultrapassá-lo, sugerimos-te que escolhas o valor mínimo necessário para financiar o teu projecto, e se mesmo assim este for muito elevado, há que ser realista, e procurar complementar o crowdfunding com outra forma de financiamento.