De quem é esta terra? - documentário

De quem é esta terra? - documentário

Esta história será passada nos Escanchados, Aldeia das Amoreiras e arredores (Alentejo). Os principais protagonistas serão os meus avós. Ao mesmo tempo que é sobre quem teve de ...

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    angariado

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    57 apoiantes

  • 05/03/2024

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  • Financiado

    Esta campanha foi totalmente financiada

Esta história será passada nos Escanchados, Aldeia das Amoreiras e arredores (Alentejo). Os principais protagonistas serão os meus avós. Ao mesmo tempo que é sobre quem teve de deixar esta terra, é sobre esperança e regresso às origens.

De quem é esta terra?

Fui atrás.

Este documentário pretende fazer uma contextualização histórica sobre o Monte dos Escanchados: qual a sua história, quem por lá passou, o que por lá aconteceu ao longo dos anos e como chegou até à minha família e à vida que ele tem na atualidade. O Alentejo que se caracteriza por ser um território desertificado, em grande parte devido à emigração de quase toda uma geração que saiu das aldeias para as cidades, tem ganho nos últimos anos novos habitantes, muitos deles de outras nacionalidades, para os quais também é importante que se preserve e se conheça a cultura/ tradições das pessoas e dos sitios onde escolheram viver.

O documentário será gravado ao longo de um ano, onde se poderá viver as diferentes estações do ano no Alentejo e quais as atividades (tiração de cortiça, por exemplo) e alterações (algumas delas climáticas) que vão ocorrendo ao longo desse tempo, promovendo uma sensação mais imersiva e sensorial daquele lugar, mostrando o papel essencial da Natureza na nossa vida. Os protagonistas principais serão os meus avós maternos. A grande entrevista de retrato será dada pela minha avó Delfina com 82 anos, numa abordagem mais honesta e autêntica da sua história de vida. O meu avô Bernardo, que apesar de invisível, estará presente através das gravações do seu cante ao baldão, do seu toque de viola campaniça, das suas histórias e do que sobre ele nos possam contar. Será uma história de família e das diferentes gerações (incluindo as mais novas) que de uma forma ou de outra retornam agora ao Alentejo.

Adjacente a isso pretende-se entrevistar várias pessoas (família, amigos, habitantes da Aldeia das Amoreiras, do monte do Gavião em Santa Clara-a-velha e outras) que de alguma forma estejam relacionadas com os Escanchados. Pretendo também explorar as alcunhas dadas às pessoas e aos sítios. Os mitos que existem em volta da aldeia e explorar a sua herança cultural e popular que envolve estes locais alentejanos. Os residentes revelam a autenticidade do seu povo, pois são estes quem tem o dom de ensinar, de explicar e de mostrar aquilo que a vida foi e já não é.

Hoje, mais do que nunca, as histórias humanas precisam ser contadas. Ao explorar-se as memórias dos lugares, essas histórias do sítio em que vivem vêm ao de cima, respeitando a diversidade populacional e cultural que está a repovoar o Alentejo.

Chegou o momento de transformar este movimento "fui atrás" num movimento de comunidade, de nos envolvermos todos de forma a preservar as nossas gentes e o que têm para nos contar. É urgente mostrar às novas gerações as nossas origens e o que devemos guardar connosco das aprendizagens com as gerações mais velhas. É como sempre digo, guardar o que se fazia de bem e melhorar o que era mau. Conectarmo-nos uns com os outros num mundo cada vez mais rápido e impessoal. E por isso venho desta forma pedir o vosso apoio de forma a tornar este meu/nosso/vosso sonho na realidade que gostaria de partilhar com todos vocês.

Monte dos Escanchados

Glossário

Monte - [Regionalismo] Propriedade rural no Alentejo. Conjunto das casas de uma herdade, geralmente numa elevação, onde se situa a moradia e outras dependências.

Cante ao baldão - Era comum ouvir-se o cante de improviso nas feiras, nos mercados e nas tabernas e por vezes acompanhado da popular viola campaniça. O cante de improviso (cante ao baldão e despique), tal como é cantado na região, é praticado apenas no Baixo Alentejo e preservado em escassas zonas serranas.

Viola Campaniça – Instrumento musical de eleição da tradição musical alentejana.

Tiração de cortiça – Extração de cortiça (casca do sobreiro, árvore nacional de Portugal), trata-se de uma prática artesanal e tradicional que requer muita perícia.

Alcunhas - Epíteto, geralmente fundado nalguma particularidade física, moral, de localização, profissional ou social do indivíduo ao qual ele se atribui.

Avô Bernardo numa roda de Cante ao Baldão

Sobre o promotor

Sou a Ana Beatriz Bernardo de Jesus, tenho 31 anos e ouvir pessoas sempre foi a minha forma preferida de passar o tempo. Sou moça de campo, natureza, tradições e gentes. Vivo no Algarve, em São Brás de Alportel, com o Alentejo sempre no coração. 

Desde pequenina que o meu imaginário é alimentado com estórias de “algum dia” que se passaram com a minha família em contextos de meio rural.

“Ir ao Alentejo perdeu, de certa forma, o seu encanto, mas eu tenho um sonho: sonho um dia restaurar o Monte dos Escanchados. Tenho várias ideias, mas podes ter a certeza que, se o fizer, fá-lo-ei dedicado a ti. Estás dentro do meu coração.” Com cerca de 15 anos escrevi um texto ao meu avô, onde termino com esta citação. A morte do meu avô Bernardo, quando eu tinha apenas 7 anos, foi um grande marco que assinalou uma reviravolta na relação da minha família com o Alentejo.

Ele, que apesar de invisível, deixou sementes na minha memória e educação que vão brotando ao longo do tempo, tem sido uma grande inspiração para tudo o que tenho feito relacionado com o Alentejo. Ao mesmo tempo que a morte dele afastou a minha família do Alentejo, também foi de certa forma através dele que conseguimos voltar.

O Alentejo para mim tem sido a auto descoberta de mim própria, até porque o meu passado, as minhas memórias e histórias de infância levam-me para lá, por isso sei que esta é a melhor história que tenho para vos contar.

Como disse John Grierson: “O documentário é o tratamento criativo da realidade”. E o nosso Alentejo é a realidade que vos quero expor, é sem qualquer dúvida o meu projeto de paixão que reúne as histórias e as pessoas (histórias humanas) neste local que amo profundamente.

Pretendo levantar a questão de que ninguém é dono de terra e qual o nosso papel quando assumimos a responsabilidade desta “ser nossa”, de a ter e de cuidar dela, num processo intergeracional.

Sendo um documentário que inclui um regresso à terra através do restauro de um monte, pretendo que seja um incentivo, uma inspiração para que mais montes alentejanos abandonados deixem de ser apenas casas velhas, habitadas apenas pelas suas memórias. Sinto esta urgência que se traduz na vontade de recolher as estórias que os sábios velhotes têm para partilhar connosco, urgência essa que aumenta o medo e aperto que sinto por cada um que morre, pois levam com eles o seu gosto pelo campo e as suas estórias.

O Alentejo é muito grande, e por isso haverá muitas pessoas a identificarem-se com esta história, para além disso existe muito mundo fascinado pelo Alentejo que irá certamente querer ouvir, ver, sentir, entrar e mergulhar nesta história.

Caiando os Escanchados

Orçamento e Calendarização

Orçamento:

Custos relacionados com as gravações (trabalho de gravação e entrevistas, deslocações e material necessário): 2723,25€

PPL comissão: 276,75€

(Este valor é o mínimo para iniciar o trabalho de exploração e gravação, no entanto todo o dinheiro extra que seja angariado ficará já guardado para iniciar a fase posterior de edição.)

 

Calendarização:

As gravações serão realizadas ao longo de um ano, pretendo iniciar as gravações em Abril de 2024 até Março de 2025.

 

(Posteriormente a esta fase das gravações, irei avançar para a fase de edição, produção e divulgação do documentário, para o qual irei procurar também financiamento colaborativo através de plataformas deste género, de candidaturas ou de entidades)

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    Apoio ao projeto

    Qualquer valor é muito bem-vindo, obrigada!

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    Agradecimento simbólico

    Receberás um mail de agradecimento personalizado da Beatriz, por teres contribuído para a concretização deste projeto.

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  • Apoia com
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    Agradecimento público

    Agradecimento nas redes sociais da página: "Fui atrás", com nome e/ou fotografia (caso queira manter o anonimato, não o faremos). (+ recompensas anteriores)

    14 apoiantes

  • Apoia com
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    Créditos

    O teu nome irá aparecer descriminado nos créditos do documentário. (+ recompensas anteriores)

    17 apoiantes

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    Novidades do projeto

    Irá receber novidades do projeto em formato escrito/ fotografias. (+ recompensas anteriores)

    6 apoiantes

  • Apoia com
    250€ ou mais

    Participação em evento nos Escanchados

    Almoço feito pela avó Delfina e caminhada guiada por mim nos Escanchados. (+ recompensas anteriores)

    1 apoiante

  • Apoia com
    750€ ou mais

    Assistir a gravação

    Assistir à gravação de uma das cenas do documentário de Cante ao Baldão. (+ recompensas anteriores)

    Ainda sem apoios. Faz o primeiro!

Sex, 12/04/2024 - 16:06

Qua, 06/03/2024 - 10:28

Pagamento concluído

Os fundos angariados foram transferidos para o promotor

05/03/2024

Campanha terminou

Os fundos foram totalmente angariados com sucesso

Ter, 05/03/2024 - 15:58

100% alcançado

CONSEGUIMOS! A campanha alcançou a totalidade do objectivo mas pode continuar a angariar fundos

Sex, 09/02/2024 - 20:45

50% alcançado

A campanha reuniu metade do objectivo. O copo está agora mais cheio do que vazio ;)

Qui, 25/01/2024 - 12:24

Agradecimento

Temos boas notícias, graças ao apoio e partilha de todos vocês, estamos neste momento com 33% do valor angariado. Mas nesta campanha só receberemos o dinheiro caso se consiga an...

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Ter, 23/01/2024 - 07:55

Já somos 20

Já chegámos aos primeiros 20 apoiantes. Vamos continuar!

Qui, 18/01/2024 - 23:11

Primeiros cinco apoiantes

Reunimos os primeiros cinco apoiantes. Força!

Lançamento da campanha

18/01/2024

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  • Ana Beatriz Jesus

    Agradecimento

    Temos boas notícias, graças ao apoio e partilha de todos vocês, estamos neste momento com 33% do valor angariado. Mas nesta campanha só receberemos o dinheiro caso se consiga angariar a totalidade do valor da campanha. Por isso, obrigada pelo vosso carinho até agora, por acreditarem e darem força a este sonho, mas temos de continuar a caminhar!

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