Pôr a Relvinha no centro! Com um Centro Social e Cultural no Bairro
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Pôr a Relvinha no centro! Com um Centro Social e Cultural no Bairro

Angariação de fundos para a construção de um espaço sócio-cultural para o Bairro da Relvinha. Os moradores, com uma história de luta e mobilização em Coimbra, continuam a reivin...

Angariação de fundos para a construção de um espaço sócio-cultural para o Bairro da Relvinha. Os moradores, com uma história de luta e mobilização em Coimbra, continuam a reivindicar o direito à cidade, cultura e cidadania.

O Bairro da Relvinha das “casas” de madeira degradadas ainda faz parte da memória da cidade de Coimbra. 28 famílias que tinham sido desalojadas, após a demolição de várias casas na zona da Estação Velha, Rua do Padrão e Arco Pintado são realojadas em casas de madeira de forma provisória em 1957. O provisório tornou-se definitivo até à Revolução de Abril de 1974, altura em que os moradores do nosso Bairro se organizaram, aproveitando alguma da experiência acumulada de alguns dos seus moradores no combate e resistência ao fascismo.

Fundaram a Associação de Moradores em 1976 e, 10 anos depois, fundaram a Cooperativa de Construção e Habitação Económica Semearrelvinhas.

“Com dois objectivos fundamentais: a construção e manutenção de fogos para habitação dos seus membros e a promoção de outras iniciativas de interesse para os cooperantes nos domínios social, cultural, material e de qualidade de vida.” (Jornal CBR_X)

O projecto tem recebido apoio de Juntas de Freguesia, além de doações de materiais de empresas de construção da região, e os moradores têm retirado horas do seu tempo de lazer e descanso para ajudarem na construção deste Centro Social e Cultural. Contudo, ainda não foi suficiente para construir um equipamento com a qualidade desejada. Este projecto, após a sua conclusão, poderá aproximar mais este bairro do centro, dinamizando actividades culturais que atraiam os moradores do Bairro, mas também das outras zonas da cidade.

A história do nosso Bairro está marcada pela precariedade habitacional mas, sobretudo, pela união dos moradores que souberam organizar-se para mudar a sua situação. Após o 25 de Abril, os moradores do Bairro da Relvinha formalizaram a associação de moradores que, na prática, já se encontrava em funcionamento informalmente; aderiram ao SAAL (Serviço de Apoio Ambulatório Local) e à autoconstrução como forma de custear parte da obra, obtiveram apoio de estudantes, partidos, grupos católicos, estrangeiros voluntários ("companheiros construtores"), empresas, apoiaram a Cooperativa de Barcouço - chegando a ter um ponto de venda dos seus produtos - e ajudaram outros bairros com graves carências habitacionais a organizar-se e a integrarem o SAAL.

"Orgulhosos da luta, espírito de bairro, força e solidariedade, os moradores da Relvinha merecem concretizar com êxito um sonho de 40 anos: um Centro Social e Cultural onde possam conviver e dar asas à criatividade, livres de preconceitos religiosos, rácicos e étnicos. Colabora com o teu donativo e ajuda a concretizar este lindo sonho!" (Jorge Vilas)

Sobre o promotor

A Relvinha tem um rico historial de 50 anos de luta por habitação e cultura. Desde 1960, os moradores da Relvinha, que viviam em míseros tegúrios (mandados construir pela Câmara Municipal de Coimbra), envolveram-se numa luta desigual para reverter a sua situação habitacional. Em 1974, constituíram a Associação de Moradores e, num projeto de autoconstrução que envolveu todos os moradores, estudantes, holandeses, belgas, alemães, espanhóis, franceses e dinamarqueses, construíram 34 casas dignas. A luta heróica da Relvinha correu o mundo e angariou a simpatia de todos. Agora, a Direção pretende um Centro Social e Cultural que dê aos seus moradores condições de convívio e lazer.

Orçamento e Calendarização

Necessitamos de 30 mil euros para a melhoria do edifício actual do Centro Social e Cultural do Bairro da Relvinha, e para a construção dos anexos previstos no projecto, que consistem em duas salas executadas em alvenaria, com portas envidraçadas. No interior do edifício actual, vamos melhorar o isolamento térmico e arranjar o telhado. Nos anexos, construiremos uma sala com 18,1 metros quadrados que servirá de arquivo, para preservar a memória da importante luta do Bairro, e gabinete da direcção com uma mesa para as reuniões dos corpos sociais, entre outras finalidades. A outra sala polivalente, com 21.7 metros quadrados, será mobilada com mesas e cadeiras, uma pequena biblioteca e computadores para os moradores que, de outra forma, não teriam acesso. Estimamos que, caso a Câmara Municipal de Coimbra conceda as respectivas licenças, se finalizem as obras até ao final de 2020.

 

 

Qui, 21/11/2019 - 05:48

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