Antes de participar, há regras: o que o poker ensina sobre confiança e decisões

Ter regras claras na nossa vida e em qualquer atividade coletiva, seja um jogo de cartas, uma campanha colaborativa ou uma comunidade digital, é um passo obrigatório para vivermos em comunidade. A confiança e a decisão com base em regras é aquilo que nos deve mover no dia a dia.
Para nós, que lidamos diariamente com participação, apoio e criação de campanhas, o poker está indiretamente relacionado connosco, mas intimamente ligado à nossa estratégia, porque tem uma base sólida de regras concretas.
Regras claras criam confiança
A ligação entre um jogo estruturado e uma comunidade participativa está na clareza das regras. Qualquer jogo precisa de regras compreensíveis: quando todos entendem o funcionamento, há mais confiança.
O poker, como exemplo de um dos jogos mais conhecidos do mundo, é interessante porque junta a liberdade de decisão com uma estrutura muito definida. A regra não limita a experiência, organiza-a. Portanto, o que torna um jogo envolvente não é a ausência de regras, mas a confiança de que todos participam com o mesmo enquadramento, tal como a nossa comunidade, que ajuda projetos de várias áreas.
O poker como (bom) exercício de decisão
Quando se joga poker, cada mão exige uma decisão que, por sua vez, exige memória e leitura de contexto. O jogador toma decisões sem ter toda a informação, e isso aproxima o poker de outras situações da vida pessoal, como planear, esperar, escolher e adaptar.
No poker, a decisão certa nem sempre é a mais óbvia. Muitas vezes, é a que melhor interpreta o contexto e a que nos pode servir a longo prazo
Participar melhor começa por compreender o funcionamento
Tal como acontece em qualquer atividade estruturada, compreender as regras de poker é o passo principal para perceber a lógica da modalidade, o papel da estratégia e como cada decisão impacta na decisão seguinte.
É importante perceber que quem pretende evoluir na aprendizagem, quer seja em algo pessoal ou no jogo de poker, tem sempre de cumprir as regras, porque, ao viver em sociedade, estamos sempre ligados a elas. Compreender as regras, por outro lado, dá-nos uma maior fluidez sobre a boa tomada de decisões.
O que os jogos ensinam sobre comunidade
As comunidades funcionam melhor quando todos entendem as expectativas e a PPL fala muito de campanhas, causas e histórias. Tal como numa comunidade, num jogo a participação depende da confiança e o envolvimento aumenta quando há clareza, propósito e sentido de presença. As regras tornam possível a participação e, numa comunidade, a clareza faz o mesmo.
O poker valoriza a paciência e nem todas as decisões precisam de ser imediatas. Observar antes de agir pode ser mais importante do que agir depressa.
A paciência é, portanto, uma forma de participação ativa, porque observar também é jogar. No caso do crowdfunding, a participação é o culminar de uma análise. As sinergias com o poker tornam-se não só evidentes como práticas e simples de entender.
O poker continua a despertar curiosidade, não só nos mais novos como na geração anterior. É um jogo que atravessa gerações.