Desde 1991, o CCRT é uma casa comum para o Travasso. Hoje precisa de substituir o telhado danificado para continuar a servir a comunidade com segurança.
O Centro Cultural e Recreativo do Travasso (Penacova) nasceu a 31 de março de 1991. Desde esse dia, tem sido muito mais do que uma associação: tem sido uma casa comum para a população do Travasso e das aldeias vizinhas.
Ao longo de mais de três décadas, este espaço acompanhou a vida da comunidade. Foi aqui que se organizaram arraiais, caminhadas, almoços, convívios, torneios de sueca, jogos de fito, encontros entre vizinhos, atividades culturais e muitos momentos simples, mas importantes, de partilha e união.
Numa aldeia onde o isolamento é uma realidade que se sente, o Centro Recreativo e Cultural do Travasso tem sido um lugar de encontro. Um lugar onde se entra para conversar, para participar, para ajudar, para celebrar e para manter viva a ligação entre gerações.
Infelizmente, na sequência da tempestade Kristin, a cobertura do edifício ficou gravemente danificada. A chuva começou a entrar no interior da Associação, colocando em risco o espaço, os equipamentos existentes e a rede elétrica. Perante a urgência, e como tantas vezes acontece nas nossas aldeias, a comunidade uniu-se: populares cederam placas para tapar provisoriamente o buraco no telhado e impedir que a água continuasse a entrar.
Mas esta solução é apenas temporária. Serviu para responder à emergência, mas não resolve o problema.
O telhado atual contém amianto, o que exige uma intervenção segura, responsável e adequada. Não é possível fazer apenas uma pequena reparação. Para proteger a saúde das pessoas, garantir a segurança do edifício e evitar novos danos, é necessário substituir toda a cobertura.
A Associação recebeu cerca de 4.000 € do seguro, mas esse valor está muito longe do custo real da obra, estimado em cerca de 30.000 €. Sem apoio, o CCRT não consegue realizar esta intervenção sozinho.
Esta campanha não é apenas sobre trocar um telhado.
É sobre proteger um espaço que pertence à comunidade. É sobre garantir que o Travasso continua a ter um lugar para se reunir, conviver, organizar atividades, apoiar os mais velhos, envolver os mais novos e manter vivas as tradições locais.
É também sobre preparar melhor a nossa aldeia para o futuro. O Travasso e as aldeias vizinhas conhecem bem o risco dos incêndios rurais. Com as alterações climáticas, estes episódios podem tornar-se mais frequentes e mais graves. Por isso, queremos que este espaço possa continuar a servir a população e, se necessário, funcionar também como ponto de apoio comunitário em situações de emergência.
Queremos transformar uma situação difícil numa oportunidade para tornar o nosso Centro mais seguro, mais digno e mais preparado para continuar a servir todos.
Pedimos, por isso, o apoio de todos: moradores, antigos moradores, amigos do Travasso, empresas, instituições e todos aqueles que acreditam na força das comunidades locais.
Cada contributo conta. Cada ajuda aproxima-nos de um telhado seguro. Cada gesto ajuda a proteger esta casa comum.
Ajude-nos a reerguer o Centro Cultural e Recreativo do Travasso. Desde 1991 que esta casa serve a comunidade. Agora, é a comunidade que pode ajudar a protegê-la.
Sobre o promotor
O Centro Cultural e Recreativo do Travasso nasceu a 31 de março de 1991, pela vontade de uma comunidade que queria ter um espaço seu: um lugar de encontro, de convívio, de cultura e de participação.
Desde então, a Associação tem sido uma casa aberta à população do Travasso e das aldeias vizinhas. Ao longo dos anos, tem promovido atividades simples, mas muito importantes para a vida local: caminhadas, almoços comunitários, torneios de sueca, jogos de fito, momentos culturais, encontros entre gerações e iniciativas que aproximam as pessoas.
Numa aldeia onde o isolamento se sente, sobretudo entre a população mais envelhecida, o Centro tem um papel que vai muito além da organização de eventos. É um espaço onde as pessoas se encontram, conversam, partilham histórias, mantêm tradições e sentem que pertencem a uma comunidade.
O CCRT é uma associação sem fins lucrativos, dinamizada por pessoas da terra, em regime voluntário, com um forte sentido de responsabilidade e compromisso com a população. A sua ação tem sido construída com o esforço dos seus dirigentes, associados, moradores, amigos e todos aqueles que, de uma forma ou de outra, ajudam a manter viva esta casa comum.
O objetivo da Associação é continuar a servir o Travasso, promovendo atividades culturais, recreativas, sociais e comunitárias, abertas à população e orientadas para o bem comum. Para isso, é essencial garantir que o edifício onde tudo acontece é seguro, digno e adequado.
Esta candidatura representa, por isso, muito mais do que uma obra. Representa a vontade de proteger uma associação com mais de três décadas de história, preservar um espaço de união da comunidade e assegurar que o CCRT continua a cumprir a sua missão: juntar pessoas, combater o isolamento, manter vivas as tradições locais e apoiar a população sempre que necessário.
Orçamento e Calendarização
O custo total atualmente estimado para a substituição integral da cobertura do Centro Recreativo e Cultural do Travasso é de 29.360,10 €, com IVA incluído.
Este valor resulta do orçamento apresentado para o fornecimento e instalação de uma nova cobertura em painel sandwich de 5 ondas, com 40 mm, para uma área aproximada de 520 m². A intervenção inclui ainda a remoção da cobertura e da cumeeira existentes, a sua deslocação para vazadouro, trabalhos de alvenaria, equipamentos elevatórios/andaimes, acessórios necessários, remates, laterais, topos e reparação de perfis danificados.
Tendo em conta que o orçamento foi emitido em fevereiro de 2026 e que os preços dos materiais de construção, transporte e energia se encontram sujeitos a variações frequentes, num contexto económico internacional instável, a Associação pretende angariar 30.000 €. Este valor corresponde ao custo da intervenção, acrescido de uma pequena margem de segurança para acomodar eventuais atualizações de preço até ao momento da adjudicação e execução da obra.
A Associação recebeu cerca de 4.000 € através do seguro, valor que será integralmente aplicado nesta intervenção. No entanto, esse montante fica muito aquém do custo real da obra. A cobertura existente contém amianto, pelo que não é possível realizar uma simples reparação pontual, segura e duradoura. A única solução adequada passa pela substituição integral da cobertura.
Caso, no momento da adjudicação, o custo final se mantenha abaixo do valor angariado, qualquer verba remanescente será aplicada exclusivamente em despesas diretamente relacionadas com a execução da intervenção e reposição das condições de segurança e funcionamento do espaço, nomeadamente pequenas reparações associadas à cobertura, proteção da instalação elétrica, limpeza, segurança da obra ou outros trabalhos complementares necessários.
Estima-se que a intervenção possa ser executada num prazo global de 6 a 8 semanas após a obtenção do financiamento necessário, dependendo das condições meteorológicas, da disponibilidade dos materiais e da calendarização da empresa responsável pela obra.
Com esta intervenção, o CCRT pretende eliminar o risco associado à cobertura danificada e com amianto, impedir a entrada de água no edifício, proteger a rede elétrica e os equipamentos existentes, e devolver à comunidade um espaço seguro, digno e preparado para continuar a acolher atividades culturais, recreativas, sociais e comunitárias.
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