BIOLAB do Pinhal Interior - Ecossistema vivo da Floresta
Reconstruir a Região Centro Juntos!
  • Ambiente
  • Sub-região do Pinhal Interior, Região Centro, Portugal

BIOLAB do Pinhal Interior - Ecossistema vivo da Floresta

Apoie o projeto-piloto BIOLAB no Pinhal Interior. Com 500.000€, vamos regenerar a floresta, reabilitar edifícios existentes e promover a bioeconomia e a agricultura regenerativa...

  • 0

    angariado

    0% de 500 000€

    0 apoiantes

  • 60 dias

    para apoiar

    Registe-se para seguir esta campanha

  • Esta campanha iniciou-se em 07/05/2026 e só será financiada se angariar um mínimo de 500 000€ até 04/08/2026 - 18:00

Apoie o projeto-piloto BIOLAB no Pinhal Interior. Com 500.000€, vamos regenerar a floresta, reabilitar edifícios existentes e promover a bioeconomia e a agricultura regenerativa para atrair pessoas, criar emprego e revitalizar o território.

As recentes tempestades deixaram marcas profundas na floresta do Pinhal Interior, tornando a sua recuperação uma prioridade urgente. Trata-se de um processo exigente, que requer investimento em biotecnologia para reforçar a resiliência das espécies e garantir uma regeneração efetiva do território. Este projeto surge como resposta a esse desafio, permitindo não só recuperar áreas afetadas, mas também transformar esta adversidade numa oportunidade de revitalização da paisagem.

O território enfrenta desafios críticos: despovoamento, envelhecimento da população e degradação dos ecossistemas, fatores que aumentam significativamente o risco de incêndios rurais severos. Contudo, acreditamos que este cenário pode ser revertido através de uma abordagem integrada de valorização do capital natural.

É neste contexto que nasce o projeto BIOLAB do Pinhal Interior – Ecossistema Vivo da Floresta, um modelo de regeneração territorial que alia proteção da floresta à criação de oportunidades económicas e à fixação de pessoas.

O projeto-piloto foca-se no acolhimento e instalação de famílias empreendedoras, assente em quatro pilares complementares:

  1. Modelo cooperativo territorial: criação de um modelo de cooperativa que estrutura a governação, produção e comercialização das atividades no território. Esta abordagem permite articular investimento, conhecimento e atores locais, garantindo uma gestão partilhada e sustentável e criando as bases para futura replicação.
  2. BIOLAB e biotecnologia vegetal: criação de uma unidade piloto de micropropagação para produção de plantas autóctones e resilientes, com elevada qualidade fitossanitária, apoiando a reflorestação, viveiros locais e o desenvolvimento de novas atividades económicas ligadas à bioeconomia e à inovação no território.
  3. Agricultura regenerativa e caprinicultura extensiva: revitalização de solos, promoção da biodiversidade e utilização de rebanhos como ferramenta natural de gestão de combustível, reduzindo o risco de incêndio e gerando produtos de valor.
  4. Fixação de pessoas e regeneração do território: reabilitação de edifícios existentes para acolher novas famílias e criação de mosaicos agroflorestais e corredores verdes, promovendo uma paisagem mais resiliente, equilibrada e adaptada às alterações climáticas.

Para garantir a sustentabilidade das atividades desenvolvidas, o projeto integra a iniciativa Pinhal ImPACT, uma incubadora itinerante que apoia o desenvolvimento de negócios locais através de capacitação, mentoria e acompanhamento contínuo.

Ao apoiar esta campanha, está a investir num modelo de bioeconomia circular que valoriza os serviços dos ecossistemas, gera emprego e promove impacto direto nas comunidades.

O montante de 500.000€ permitirá implementar este projeto-piloto, criando condições para acolher novas famílias, dinamizar a economia local e regenerar a floresta, com potencial de replicação futura noutras áreas do território.

Vamos trazer vida de volta à Floresta Central.

Sobre o promotor

A ADXTUR – Agência para o Desenvolvimento Turístico das Aldeias do Xisto é uma plataforma de cooperação regional público-privada, de âmbito supramunicipal, que lidera a Rede das Aldeias do Xisto.

Esta rede integra 28 aldeias da Região Centro de Portugal e envolve cerca de 230 entidades públicas e privadas, incluindo 20 municípios, 5 comunidades intermunicipais, 7 grupos de ação local e mais de 150 empresas que atuam no território.

A missão da ADXTUR é gerar atratividade territorial, promovendo um desenvolvimento social e económico sustentável, integrado e participado, com base na valorização dos recursos locais, da identidade cultural e das comunidades.

Desde a sua criação, a ADXTUR tem vindo a afirmar-se como uma estrutura de coordenação e convergência estratégica no Pinhal Interior, promovendo uma atuação concertada entre agentes públicos e privados e contribuindo para a valorização do território enquanto destino para viver, investir e criar.

Neste projeto, a ADXTUR assume o papel de entidade coordenadora, sendo responsável pela articulação entre municípios e parceiros locais, pela coordenação das ações e pelo acompanhamento global do modelo de regeneração territorial proposto.

Através do PinhalImpact, enquanto ferramenta de acompanhamento e incubação de projetos, será assegurado o apoio estrutural às famílias empreendedoras, incluindo mentoria, desenvolvimento de planos de negócio e avaliação de impacto, garantindo a criação de atividades económicas sustentáveis no território.

O compromisso da ADXTUR é de longo prazo: mais do que implementar um projeto piloto, pretende-se contribuir para a construção de uma comunidade resiliente, de uma bioeconomia local dinâmica e de uma paisagem capaz de perdurar para as gerações futuras.

Orçamento e Calendarização

O montante de 500.000€ será aplicado num projeto-piloto integrado, alinhado com os quatro pilares do modelo proposto, focado no acolhimento, fixação e capacitação de famílias empreendedoras. Este investimento cobre o ciclo inicial de implementação — habitação, meios de produção, capacitação e arranque de atividade — permitindo testar o modelo em contexto real e criar bases para futura replicação.

Orçamento detalhado (500.000€):

  • Refuncionalização de edifícios existentes: recuperação integral de um edifício existente para habitação e espaço de trabalho, incluindo adaptação térmica, infraestruturas e condições para acolhimento de novos habitantes no território.
  • BIOLAB – conceção e instalação da unidade piloto: desenvolvimento técnico e instalação de uma unidade de micropropagação de pequena escala, incluindo aquisição de equipamento, definição de protocolos e arranque da operação.
  • BIOLAB – produção e viveiro de aclimatização: implementação de um sistema inicial de produção de plantas autóctones e resilientes, incluindo banco de germoplasma, ligação a viveiro de aclimatização e apoio à reflorestação e a atividades económicas locais.
  • Programa de pastoreio e rebanho comunitário: aquisição de animais de raças autóctones e infraestruturas móveis (abrigos, cercas elétricas, bebedouros), permitindo a gestão natural de combustível e a criação de valor económico associado.
  • Agricultura regenerativa e viveiros locais: preparação de áreas de produção, aquisição de equipamentos partilhados, criação de banco de sementes autóctones e apoio à implementação de circuitos curtos de comercialização.
  • Gestão florestal e corredores verdes: implementação de culturas e soluções agroflorestais em áreas estratégicas, contribuindo para a criação de mosaicos mais resilientes e redução do risco de incêndio.
  • Capacitação, mentoria e incubação (Pinhal ImPACT): formação, acompanhamento técnico e apoio ao desenvolvimento de negócios, assegurando a sustentabilidade económica das atividades e a fixação de novos habitantes.

Calendarização estimada (12 a 18 meses):

  • Mês 1–3: seleção e acolhimento das famílias; início da reabilitação reabilitação de edifícios existentes; desenvolvimento técnico do BIOLAB; estruturação do modelo cooperativo territorial e articulação com parceiros.
  • Mês 4–6: conclusão da reabilitação e instalação das famílias; constituição do rebanho comunitário; preparação das áreas agrícolas; instalação da unidade piloto BIOLAB e início da produção inicial.
  • Mês 7–9: primeiras plantações-piloto; implementação das atividades agrícolas e florestais; desenvolvimento da produção BIOLAB e ligação a viveiros.
  • Mês 10–12: arranque dos circuitos curtos de comercialização; monitorização dos primeiros resultados ao nível da produção, gestão de combustível e uso do território.
  • Mês 13–18: consolidação das atividades económicas; acompanhamento contínuo das famílias; estabilização da produção BIOLAB e validação do modelo para futura replicação.

Esta abordagem permite estruturar a implementação de forma faseada e controlada, garantindo a articulação entre investimento, execução e impacto no território. Ao testar o modelo em contexto real, este projeto-piloto cria as bases para a sua futura replicação, contribuindo para uma estratégia mais ampla de regeneração ecológica, desenvolvimento económico e fixação de pessoas no Pinhal Interior.

Sáb, 06/06/2026 - 17:16

Lançamento da campanha

07/05/2026

0 membros da comunidade PPL
apoiam esta campanha

  • 0
    novos apoiantes

  • 0
    apoiantes recorrentes

  • 0
    apoiantes anónimos

Conhece quem está a tornar este sonho realidade