Meditações de um Operador de Caixa

Meditações de um Operador de Caixa

O livro “Meditações de um Operador de Caixa” é um livro de crítica social com carácter humorístico baseado num conjunto de crónicas criativas e irónicas de um mal-humorado e res...

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  • 05/05/2014

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O livro “Meditações de um Operador de Caixa” é um livro de crítica social com carácter humorístico baseado num conjunto de crónicas criativas e irónicas de um mal-humorado e res...

O livro “Meditações de um Operador de Caixa” é um livro de crítica social com carácter humorístico baseado num conjunto de crónicas criativas e irónicas de um mal-humorado e ressabiado filósofo num emprego de operador de caixa, que conta com os convidados, no Prefácio, de João Moreira (guionista, co-autor do Bruno Aleixo, co-apresentador Anti Social), no Posfácio, de Ricardo Grácio (músico e filósofo), com a capa pelo designer de comunicação Bruno Azevedo, sendo editado pela Grácio Editor.

 

Mas preciso da tua ajuda para o publicar!

O livro está completamente escrito, agora o desafio está em "materializá-lo"! Para isso resolvi preparar esta campanha de crowdfunding e dar a conhecer este fantástico projecto. Vamos a isso!

 

Background

O livro “Meditações de um Operador de Caixa” é o meu primeiro livro, mas as ideias das crónicas nasceram há cerca de seis anos, em 2007, sobre a forma de um blog com o mesmo nome, que após alguns meses de funcionamento cessou. Em meados de 2012 surgiu a visão deste livro, como uma conjugação de histórias e temáticas que se articulavam sozinhas e se apresentavam a mim como inundações textuais com ideias distorcidas e maquiavélicas duma mente de um Operador de Caixa.

 

Qual o seu propósito?

O seu propósito é narrar as reflexões e desventuras de um Operador de Caixa na tentativa singela de confirmar todos os preconceitos inerentes a esta ocupação profissional e de quem a exerce.

Nada melhor que um excerto deste livro, retirado do “Capítulo 1: Garantia” para explicar este desígnio:

«É de meu entender que Operadores de Caixa como eu, enfiados numa qualquer superfície (num intra-, híper-, super-, ou mega-, -store, -mercado, ou- loja), são discriminados e olhados com desdém como sendo antipáticos, ausentes, planos e ocos. No fundo, uns autómatos que estão apenas ali para receber o dinheiro dos clientes (clientes estes que nunca querem pagar e estão irritante e constantemente a perguntar por descontos, por meio de chalaças e piadolas – algumas delas sem piada nenhuma, dando vontade de este vosso anfitrião pegar neles e arrancar agónica e demoradamente o seu couro cabeludo, capilar a capilar), com um sorriso de orelha a orelha, incapazes de formular um pensamento coerente que não seja apenas a mera verbalização de “como é que pretende pagar” no princípio da transacção, e “voltem sempre”, no final da mesma. Perguntar a um caixa (diminutivo para “Operador de Caixa”) sobre o “sentido da vida” é cometer um sacrilégio, arriscando-se a obter como resposta algo como (numa daquelas vozes robotizadas em que se nota a tentativa desesperada de serem semelhantes à fluência de um discurso normal), “desculpe, mas digitou o código errado”.

Ora, vim aqui, e através deste singelo livro, confirmar precisamente estas noções. Confirmar que nós, caixas, não temos mesmo nada na cabeça; que somos planos que nem uma tábua de engomar; que não temos profundidade suficiente naquilo que pensamos, à excepção das rugas do sorriso orelhudo; e que quando falam connosco algo de estruturado e significativo ouvimos apenas “Moedas moedas notas notas moedas. Moedas, notas notas moedas moedas…notas? Moedas moedas”.»

OK, OK. Mas agora a sério. Qual é mesmo o seu propósito?
Ora, o livro é, de certa maneira, uma metáfora sobre a atmosfera de alienação, numa circunstância em que os modos de emancipação e realização pessoal, baseados nos pressupostos económicos e académicos adquiridos, resultaram numa grande e insatisfatória trapalhada.

É sobre a frustração que resulta de, numa maneira geral, sermos obrigados a “fazer pela vida”, sendo que isto significa uma contradição quotidiana entre ter uma vida “digna” e com capacidade de comprar “brinquedos”, e odiar o que se está a fazer.

É uma expressão sobre cada um de nós, ou de pessoas conhecidas, que esgotam a sua vitalidade num emprego de Operador de Caixa/Loja, ou num qualquer CallCenter, cultivando e povoando a sua vida mental imaginária com sangrentos combates Vale Tudo, tendo como adversários o patronato ou os clientes.

No fundo, é sobre tu e eu, insatisfeitos, desmotivados e crescentemente indiferentes, num clima de desvalorização pessoal, e de crise e recessão económica e social.

Ligações
Blog do livro: Meditações de um Operador de Caixa
Editor: Grácio Editor
Facebook do autor: Luís M. Inácio

Sobre o promotor

Luís M. Inácio, nasci em 1979. Licenciado em Design de Comunicação e Filosofia, sou autor e conversador sobre ideias.  Além de alguns ensaios no âmbito filosófico, enceto uma investigação independente no contexto da filosofa da mente e teoria dos sistemas, e escrevo regularmente no blog Design da Mente sobre ideias, comunicação, criação e arte.

A minha história começa como a história de muitos licenciados. Durante os meus estudos tive de enveredar pela ocupação de operador de caixa em ordem a pagar despesas inerentes da vida quotidiana e dos estudos. E, como muitos licenciados, devido às condicionantes sociais, esta ocupação passou a ser parte inerente da sobrevivência financeira.

Foi em grande medida devido a este contexto, e à minha insatisfação com o estado da sociedade e motivação das pessoas em meu redor (integrado com a minha própria observação desses mesmos domínios), que aliei a minha paixão pela escrita, teoria, humor e criatividade, fazendo surgir apontamentos que tomaram a forma de um livro -- as “Meditações de um Operador de Caixa”.

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    1 apoiante

Ter, 18/06/2019 - 06:44

Qua, 14/05/2014 - 23:05

Pagamento concluído

Os fundos angariados foram transferidos para o promotor

05/05/2014

Campanha terminou

Os fundos foram totalmente angariados com sucesso

Lançamento da campanha

20/03/2014

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